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Resenha: primeiro álbum do Ódio ao Extremo avaliado por Vitor Hugo Franceschini

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Arte Metal

Por Vitor Hugo Franceschini

Nota: 08.5/10.0

Estes mineiros estão na ativa há quatro anos e antes deste trabalho estremeceram o subsolo da música extrema com a Demo “Razão Sombria” (2013), que teve reconhecimento no cenário underground. Agora, sem esconder suas influências e com suas particularidades, a banda mostra seu poderio em um álbum completo.

“Animal”, além de traduzir em música o nome da banda, faz jus ao título e não perdoa os desavisados. A proposta é um Crossover extremamente influenciado por nomes como Ratos de Porão (os vocais enfatizam isso), Lobotomia e Korzus, porém com suas características próprias.

O primeiro fator próprio do grupo é trazer a sonoridade para os tempos atuais. Desde a execução das músicas, os timbres dos instrumentos e a produção sonora, “Animal” soa moderno, porém não artificial (como muito se vê atualmente). A inclusão de certo ‘groove’ também traz identidade à música, assim como a dinâmica variada e a técnica na medida certa.

Em meio a fortes riffs e uma cozinha cheia de pegada, o vocalista João Mário vomita o caos social e protestos em português, algo que casa bem com a sonoridade do quarteto. Destaque para as faixas “Atentado Terrorista”, que abre o disco após uma intro sem piedade e “Descartável”.

Merecem destaque também “H’Odeio”, que além da boa sacada no nome faz uma crítica ferrenha aos ‘rodeios’ por aí, “Futuro do Brasil” e seu intenso ritmo, além de “Nóia” que fecha o trabalho sem delongas. Qualidade, brutalidade e ‘ódio’ resumem bem “Animal”, que é um belo disco!