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Resenha: segundo trabalho do Aneurose em destaque no blog brasileiro Rebel Rock

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Rebel Rock

Por Sergiomar Menezes

Três anos após o lançamento de se álbum de estréia, “From Hell” (que teve uma ótima repercussão junto à mídia especializada e aos fãs), o grupo ANEUROSE retorna com outro grande trabalho. “Juggernaut” serve também para comemorar em grande estilo, os 15 anos de estrada do grupo mineiro. Dessa forma, o álbum traz 14 faixas cheias de peso, agressividade e que de nenhuma forma se prendem a rótulos ou limites pré determinados. Prestes a embarcar em uma turnê para divulgar este novo trabalho na Europa, os mineiros provam mais uma vez que Minas Gerais continua sendo um dos expoentes do Metal nacional.

O grupo formado por Wallace Almeida (vocal), Sávio Chaves (guitarra), Raphael Wagner (guitarra), Stephano Dias (baixo) e Kiko Ciociola (bateria) dá continuidade ao que foi feito em “From Hell”, mas com mais pegada e brutalidade. Produzido por Marcelo Oliveira e pela própria banda, o álbum traz uma sonoridade bastante pesada e intensa com destaque para a performance de todos os músicos. Tudo soa “cristalino” (mesmo tendo todo o peso que o estilo pede), o que ajuda e muito  a identificar as qualidades de cada um. O CD foi gravado em maio de 2016 no Kólera Studio, no Rio de Janeiro. Já a arte gráfica ficou por conta de Marcus Lorenzet.
                           
A intro “Glory To The Goddess of the War”, “Here Are The Gurkas”, a faixa “Closer To God” chegam pra detonar tudo com guitarras pesadas e agressivas, dignas de um grande disco de Thrash Metal. Aliás, classificar o grupo simplesmente como Thrash é uma forma muito simplista. Como dito anteriormente, o grupo não vê limites em suas composições. Podemos perceber desde o Thrash da Bay Area como o Thrash alemão, mas algo de Death Metal (sem exageros, que fique claro) pode ser ouvido aqui. Isso fica mais evidente na faixa seguinte, “Butcher”. Aqui, o baixo e a bateria criam linhas brutais e ganham seu complemento na voz rasgada e agressiva de Wallace. O baixo também comanda “Rapriest”, uma faixa explosiva, com guitarras mortais. Um pouco de Slayer pode ser percebido, mas nada que influencie ou “atrapalhe” a identidade própria do grupo. E a bateria… Outra aula de destruição (como em todo o CD, diga-se de passagem). Deus é homenageado em “To Lemmy”. Mesmo com o peso que o grupo impõe, temos aquela atmosfera tipicamente Motörhead presente. Com certeza, ele aprovou, com aquele Jack Daniels esperto como acompanhamento…

“Speeding Up” tem um andamento bem variado, o que mostra a versatilidade do grupo. Mais cadenciada, a faixa ganha muito peso no decorrer de sua execução. Já a faixa título tem características mais próximas do Metal atual. principalmente pelos riffs bem estruturados das guitarras. Assim como a levada de bateria, que apresenta um certo “groove” em suas linhas. “Drunk As Skunk” é o retorno do Thrash Metal, sendo essa uma faixa direta e certeira, que nos shows deve ter um resultado animal! “Enslaves” é outra faixa intensa, mas que carrega consigo, de forma sutil, a ferocidade do Death Metal. “Death, Cold, Chill” mantém o nível alto do trabalho, com passagens bem diretas em alguns momentos, nos remetendo ao Rock N’ Roll em seu estado mais “natural”.

A faixa seguinte, “Warrior”, segue essa linha, mas no refrão, tem passagens mais arrastadas. O baixo, mais uma vez, é o destaque em “Arcade”, uma faixa que possui momentos repletos de groove, mas que intercala com momentos mais velozes e agressivos. “Prelude To Apocalypse” é uma composição mais marcada, com um ritmo definido e que pouco se altera durante sua execução. O CD se encerra com “Magnata da Fé”, que surge como bonus track. Contando com a participação de Zé do berimbau, a faixa é uma pedrada cantada em português e que critica essa roubalheira protagonizada por alguns “pastores” que usam e abusam da religião para enriquecer, tirando o pouco que muitos têm.

“Juggernaut” é um excelente trabalho que mostra uma banda madura e que sabe muito bem o que quer. O ANEUROSE chega ao seu segundo trabalho, nestes 15 anos, e esperamos que o grupo siga firme e forte levantando a bandeira do “Metal sem fronteiras”. Isso, além de demonstrar personalidade, nos traz a certeza de que os limites pré determinados não se aplicam ao grupo. E isso só pode ser enaltecido. grande álbum de uma grande banda!