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Resenha: confira nova avaliação brasileira para o debut álbum da banda Outmask

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Extreme Agression

Por Pablo Eduardo

Nota: 07.5/10.0

Formada em 2011, a banda de Prog Metal OUTMASK lançou seu primeiro trabalho em 2016, álbum este que venho realizar a resenha hoje.

Com oito faixas, que somam 48 minutos de experimentalismos e muito teor progressivo, que particularmente não gosto tanto, ainda assim, temos aqui um bom disco. A guitarra se mostra evolutiva durante todo o material, o baixo é sensacional, a bateria é destacada bem raramente, além da inserção de outros instrumentos, deixou a obra grandiosa. Todavia, o que pecou neste “A Kind Of Being” é que as músicas se parecem muito, soando um pouco repetitivo.

O material gráfico apresenta um encarte padrão da indústria, com suas letras em inglês, algumas fotos dos integrantes, e também uma arte de capa é brilhante, bem chamativa e que não foge do tema proposto pelo grupo. O disco foi produzido pela própria banda, mixado por Andrey Menezes, masterizado no Van Studio, lançado pela MS Metal Records e distribuído pela Voice Music.

A primeira faixa do álbum se chama “Awakening”, e nela a climática introduzida pelos teclados chama a atenção logo de cara, para depois de dois minutos da canção inicia-se o vocal, que logo me surpreendeu com linhas melódicas bem compostas. Os riffs de guitarra poderiam se envolver um pouco mais, já que o baixo e bateria deixam a música com aquele tom ideal! Em geral, “Awakening”, com impressionantes oito minutos, é uma ótima abertura.

A segunda faixa, “Contact”, se inicia com excelentes riffs e com um peso envolvente por parte do baixo, resultando em um ótimo clima em toda a sua estrutura, tendo ainda um belíssimo solo de guitarra, demonstrando assim muita técnica. “Blindness” é a próxima e que fica na mesma linha melódica das anteriores. Ela tem um riff não muito engenhoso, mas o baixo segura as pontas e deixa tudo bem mais fácil para o trabalho das seis cordas.

Em “Numb” nota-se a influência direta do Jazz, trazendo diversidade ao disco dentro de um jeito único de se compor. A quinta, intitulada “Wilting”, é bem diferente das demais, sendo ela mais pesada, na verdade, bem mais pesada que as outras (principalmente no começo da música). Elementos do progressivo continuam intactos, percebendo-se melhor no meio da faixa, e lá para os três minutos, a OUTMASK volta com sua velocidade e peso, sempre alternando, até chegar em um clima calmo e bonitinho.

“Unformed” é uma faixa que fica no mesmo estilo sonoro que as primeiras, apresentando os mesmos instrumentos e quase o mesmo ritmo. A sétima e maior dentre todas é “Divinity”, com nove minutos e vinte e dois segundos de duração. O experimentalismo desta é um pouco abaixo das demais, tendo uma ótima base nas seis cordas, e lá para o meio da composição as coisas ficam boas, pois ela ganha um pouco de velocidade e peso, tendo o baixo martelando um prego de cada vez.

A oitava e última do álbum é “Reset”, e possui um grande grau de experimentalismo, com uso variado de elementos, além de instrumentos valiosos, tornando os últimos momentos do álbum bem grandiosos e inesquecíveis.