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Resenha: novo trabalho da Drearylands é avaliado pelo redator Sergiomar Menezes

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Rebel Rock

Por Sergiomar Menezes

A banda baiana DREARYLANDS conseguiu obter nos anos 2000, uma boa repercussão de seu trabalho, ao lançar dois álbuns e um EP. Depois disso, o grupo ficou cerca de 10 anos inativo, tendo agora em 2017 lançado este mais recente trabalho.

Curiosamente, trata-se de um EP (possui pouco mais de 36 minutos de duração), mas tem em seu conteúdo sete faixas que mostram que o tempo em que a banda esteve parada, em nada afetou sua criatividade e qualidade nas composições. “No Poetry Lasts”, lançado pelo MS Metal Records, traz aquele Heavy Metal com forte acento Prog que caracteriza a sonoridade do quinteto.

Formada por Leonardo Leão (vocal), Rafael Syade (guitarra), Páris Menescal (guitarra), Marcos Cazé (baixo) e Louis (bateria), a banda apresenta composições de muito bom gosto e categoria, onde as guitarras são o guia para a música bem trabalhada do grupo. A dupla Rafael e Páris mostra um ótimo entrosamento, enquanto a cozinha composta por Marcos e Louis, mescla levadas mais quebradas com outras onde o peso se sobressai.

Enquanto isso, Leonardo Leão foge um pouco das características que marcam a maioria dos vocalistas de Heavy Metal, com um timbre bastante peculiar. “No Poetry Lasts” foi produzido e mixado por Marcos Franco, Dan Loureiro e pela própria banda, enquanto que a masterização ficou sob a responsabilidade da dupla Marcos e Dan. E ficou tudo no lugar, pois podemos ouvir com clareza todos os instrumentos sem com que isso cause aquela sensação de “pasteurização” no som.

“No Poetry” é uma pequena introdução que nos prepara para “Collateral Damage”, uma faixa pesada e com guitarras bem timbradas, onde os riffs tem uma certa atmosfera mais próxima do Prog, mesmo que a estrutura da composição nos remeta ao Metal mais tradicional em alguns momentos. E como já salientado antes, o vocal de Leonardo ganha destaque por ser “diferente” do que estamos acostumados a ouvir quando se trata do estilo em questão. E as guitarras guiando a música do grupo em “Addiction To War”. Bons riffs que ganham a companhia do ótimo trabalho criado pela dupla Marcos e Louis (baixo e bateria, respectivamente). Uma estrutura repleta de boas variações, mostrando a versatilidade musical do grupo.

Cantada em português, “Incerto Adeus” é uma das melhores faixas. Pesada, com um arranjo muito bem executado e com passagens mais lentas, a composição tem uma bela melodia. “Demophobia” é a faixa que mais se aproxima do Heavy Metal mais “puro”, com riffs bem tradicionais, sendo que em alguns momentos percebemos uma pequena levada mais próxima do Speed/Thrash Metal. Peso e melodia se confundem (no bom sentido) em “Learn To Fly”. Mais uma vez, Rafael e Páris se mostram mais do que competentes nas seis cordas, criando bases e  solos muito bem estruturados. A rápida “Lady Light” encerra o disco, deixando aquela sensação de que o próximo trabalho promete.

Mesmo tendo ficado inativa por longos anos, a DREARYLANDS mostra que não parou no tempo. Prometendo um novo full lenght agora para 2017, o grupo faz deste bom “No Poetry Lasts” um “aperitivo” de luxo para o que deve vir por aí. Ótimo retorno!