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Resenha: debut álbum do Dying Suffocation em destaque no site Metal Militia Web Radio

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Metal Militia Web Radio

Por Fábio Xavier

O Doom Metal e o Death Metal são subgêneros do Metal que vivem em constante evolução e que têm gerado diversos representantes a cada dia que passa, sendo dois dos estilos que mais têm revelado novos nomes do Metal nacional surgidos do underground nos últimos tempos.

A banda DYING SUFFOCATION, que nasceu na cidade de Pato Branco no Paraná em 2014, apostou no gênero Doom Metal com vocais guturais numa sonoridade bastante vigorosa aliada a ótima produção, o que resultou no que posso chamar de um álbum clássico do estilo, que com certeza, será muito bem lembrado daqui a dez ou vinte anos.

Mesmo parecendo clichê e sujeito a críticas e muitos mi-mi-mis, em minha modesta opinião, a sonoridade do quarteto formado pelos irmãos Jorge Kichel (bateria) e André Kichel (baixo), Dianriel Duarte (guitarra) e Alex Habigzang (vocais e guitarra) não deve em nada mesmo às bandas veteranas destes dois estilos já citados, pois a exemplo do título deste excelente full-lenght “In The Darkness Of The Lost Forest” que já soa denso, o trabalho de estréia soa pesado e com muita energia!

A parte instrumental com destaque para as guitarras flerta bastante com o Death Metal, assim como os vocais que nos remetem também a algo mais voltado para o que chamamos de GrindCore e o talvez mais extremo subgênero do Metal que é o Goregrind. O Alex Habigzang possui linhas vocais “sujas” e extremamente técnicas em equilíbrio, com o seu gogó “From Hell”, tamanho alcance e potência vocal do timbre do cara! Por outro lado, também num todo, uma das guitarras parte para o lado Doom Metal mais dinâmico e rítmico junto com o baixo e a bateria, do começo ao fim.

As faixas “The Angels” e “When I Die” são as mais homogêneas e soam com andamentos bastante similares, dando a impressão que uma faixa dá continuidade a outra, tipo, a primeira citada inicia uma história e a segunda dá continuidade à mesma, porém com mais velocidade! Com certeza, se eu tivesse que citar uma faixa que possui status de clássico do DYING SUFFOCATION, seria a faixa “When I Die” mesmo, pois nesta faixa os caras conseguiram juntar peso, velocidade e todos os elementos do Doom/Death Metal, bem ligados ao clima denso e pesado que caracteriza o Metal. Essa faixa não é só para se ouvir e ficar na zona de conforto, é pra “bangear” e maltratar o pescoço com a galera! A melhor do álbum na minha opinião!

Esta incrível fusão entre o “Doom” e o “Death” Metal me surpreendeu muito à partir da faixa “Death Bed” que tem um andamento mais dinâmico com destaque para os bons riffs e boas alavancadas nas guitarras, com boas levadas de bateria. Tais elementos nos dão a entender que a banda não teve medo de arriscar uma acelerada “de leve” nas linhas melódicas. Talvez a faixa mais assimilável do álbum, e, pra mim, outro futuro clássico do quarteto paranaense!

Em “In Search Of Salvation” a banda dá uma leve pisada no freio, porém soa mais intimista e vigorosa do que as duas primeiras faixas e é bastante acessível, assim como a faixa anterior. O destaque aqui fica por conta do duelo entre os inalcançáveis e grudentos riffs de guitarra e bons grooves executados pelo batera André Kichel! Até o momento, já na metade da audição, posso dizer que este ótimo debut, além de prender a minha atenção através do encarte e das letras, me surpreendeu em cada uma das 08 faixas (de mais ou menos 7 minutos cada uma) com uma inovação técnica e rítmica intercalada entre cada faixa, como se a primeira faixa fosse mais Death Metal e faixa seguinte tivesse um andamento mais Doom Metal, por exemplo, e assim por diante.

“Tears Falling” possui andamento semelhante à faixa anterior, porém com riffs de guitarra mais pomposos e com destaque para os ótimos guturais do Alex Habigzang, que tomou emprestado do cramunhão todo o ódio e alcance vocal, tamanha potência! “Rivers Of Blood” dá continuidade à audição com uma atmosfera mais densa e um pouco mais veloz e também com refrãos mais poderosos e mais assimiláveis do que em “Tears Falling”. Destaque para os ótimos riffs de guitarra, casando perfeitamente com a levadas de bateria, nesse caso, nos dando a impressão de que o batera Jorge Kichel espanca as peles e os pratos sem dó nem piedade, se superando em relação às faixas anteriores. Alex Habigzang também esbanjou fúria durante a sua vociferação, principalmente nos repetidos refrãos: “Rivers Of Blood In His Eyes, Rivers Of Blood Will Gush”, onde ele alterna muito bem entre vocais guturais mais técnicos e vocais guturais mais arrastados e furiosos!

Em “Sacrificed Souls”, você percebe que a banda inicia a sua passagem introdutória de riffs de guitarra com a fusão completa entre o lado mais “Doom” e o lado mais “Death” Metal do álbum, com mais uma pisada de freio “de leve” por parte do quarteto, seguida de uma passagem, que eu posso dizer, que os caras pisaram fundo no acelerador e deixaram a sonzeira “descambar” sem medo, me surpreendendo mais uma vez durante a audição, com riffs e grooves esmagadores!

A instrumental “Raising The Death”, a faixa que encerra o debut álbum com chave de ouro, nos conduz ao lado mais Doom Metal da banda. Uma excelente faixa, que traz ótimos solos de guitarra e também do baixo, e ótimos riffs de guitarra. Na minha opinião o quarteto deveria ter acrescentado uma boa letra/música e uma vociferação nervosa a esta faixa instrumental, que ficou show de bola, porém, por motivos particulares (segundo descrito no encarte), a mesma não recebeu os vocais matadores do Alex Habigzang! Toda a arte que faz parte do encarte ficou sensacional! Casou perfeitamente com o conceito do álbum e expõe toda a atmosfera densa do mesmo. Design moderno e bonito, com belo jogo de cores escuras, que chama atenção logo quando dermos de cara com essa capa numa prateleira de CDs de Metal, com certeza!

Resultado final! Banda coesa no som que se propõe a fazer, agradando tanto aos fãs do lado mais Doom quanto do lado mais Death do Metal. Álbum honesto, ótimos músicos, que não se prenderam a tocar apenas um estilo e mostram muita técnica e entrosamento no estúdio! O DYING SUFFOCATION tem tudo para ser um nome em evidência no nosso Metal Underground e “In The Darkness Of The Lost Forest”, como eu disse anteriormente no início da resenha, tem tudo para ser um clássico do Metal nacional!