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Resenha: debut álbum do The Cross em destaque no portal brasileiro O Subsolo

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal O Subsolo
Por Jordana Aguiar

Diretamente da Bahia, os caras da THE CROSS apresentaram o álbum que leva o mesmo nome da banda. Eles que carregam o título de primeira banda de Doom Metal da América Latina, em 2017 lançaram seu primeiro full-length.

Desde a fundação da banda, na década de 90, THE CROSS já passou por dois hiatos, além de ter sofrido o falecimento do guitarrista Elly Brandão, por isso é ainda melhor saber que esse trabalho foi enfim lançado. O disco, que era muito aguardado pelos fãs, contém 8 músicas, totalizando 1 hora de som.

“Cold is the Night Beyond Death” é a música que inicia álbum. Ela é lenta e bem trabalhada, trazendo todo o aspecto sombrio da banda. Os vocais e outros elementos se assemelham ao Black Metal. A primeira e a segunda músicas são interligadas, não havendo pausa entre uma e outra. Em “The Last Nail in the Coffin” evidencia-se a qualidade do vocal rasgado de Eduardo Slayer, fundador da banda.

Devido as músicas serem lentas, ninguém pode fazer aquela velha reclamação de que “não dá para entender as letras”, porque elas ficam muito claras, assim como a sonoridade de cada um dos instrumentos.

A faixa “The Skull & The Cross” é ainda mais lenta, aquele tipo de música que não apenas se escuta, mas se sente. Durante esse som, ouve-se algumas variações bem interessantes, no final ocorre uma aceleração. “The Last Prayer” já vem com uma pegada diferente, mais pesada. Mais um som cru, fúnebre e com atmosfera envolvente. A quinta música, chamada “Resquiat in Pace”, é inteira instrumental, uma digna homenagem ao falecido guitarrista. Essa música conta com um longo solo de guitarra.

“The Garden of Silence”, “House of Suffering” e “Poe’s Silence” continuam reafirmando o tom macabro das músicas da THE CROSS. A produção é ótima e a capa do CD exprime muito bem a “vibe” das músicas. Com certeza um disco indicado a todos os fãs de Doom, não porque a banda é pioneira no país, mas porque a qualidade é excelente.