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Resenha: mais uma excelente avaliação do último trabalho do Misconducters

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road To Metal

Por Gabriel Arruda

Há exatamente 6 meses, tinha soltado a resenha do disco “Boundless”, antecessor deste novo disco do MISCONDUCTERS. Liderado pelo vocalista/baixista Den, o power-trio, de origem inglesa, adota uma linha clássica de compor músicas, remetendo dosagens ancestrais e acessíveis, mas sem coincidir com algum nome relevante das antepassadas décadas, principalmente dos anos 70.

Sem perder o ritmo e fincando as suas influências, “Circadian”, 5º disco da banda, cunha mais uma vez caminhos lineares. Em “Circadian”, a banda ainda mantém o ‘punch’ do disco anterior, mas com resistência e ânimo, pilhando os atalhos do Heavy Metal tradicional dos anos 80, a atitude do Punk Rock/Hardcore e a graça do Hard Rock setentista, assimilando as dosagens do Motörhead e de nomes não tão novos como, por exemplo, Orange Globlin e Corrosion Of Conformity.

O trio não deixa confidencias neste disco, muito pelo contrario. A personalidade musical do grupo continua transparente. A produção vem do próprio trio, ganhando reforço do Caio Schmid na mixagem e masterização, sapecada por uma sonoridade carregada e exorbitante, alocando as linhas e cruas e limpas em concordância, deixando o trabalho com um teor e dinâmico. A capa é truqueada pelo líder da banda, Den, retocado com corres não tão sombrio, sigilando uma espécie de correnteza ou algo do tipo, remetendo a obras de artes antigas feita por pintores conceituados.

Sei que o padrão musical do MISCONDUCTERS não tem suas mutações ou mudanças de acesso, o que importa mesmo para o trio e fazer música com eficazes acertos, não se preocupando na técnica pra que convoque a tensão de quem está ouvindo, mostrando-se confiantes no que sempre fazem. Destacando-se, das 8 faixas, “Invasion” prima por arranjo não tão intensos, dosando passagens mais cadencias, remetendo as características do Black Sabbath; a energética “Reset” flerta um andamento frenético, amarrando do Hard Rock e Rock N’ Roll; o peso aparece em “Misconducters”, que tem seu no pé no Punk, mas que não foge dos encalços do Heavy Metal, sendo uma das mais empolgantes do álbum; “Circadian” possui seus longos seis minutos, mas cativa pela sua intensidade, além de haver experimentalismos na parte rítmica e nos solos de guitarra, findando com as valorosas e certeiras “New Line” e “Bad Slave”.

Que não deixem a peteca cair, pois “Cincardian” prova que o MISCONDUCTERS está no caminho certo!