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Resenha: primeiro trabalho da Odysseya é destacado pelo site Mediocridade Agressiva

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Mediocridade Agressiva

Por Guilherme Lemke

Quando eu soube que a banda ODYSSEYA estava lançando um CD, não tive dúvidas: corri imediatamente pra loja e comprei o meu. Uma banda promissora de Joinville, que já havia me impressionado ao vivo, certamente não deixaria de me impressionar no estúdio. E impressionado eu estou.

“In Media Res” é o primeiro álbum de estúdio da banda ODYSSEYA, que traz uma cara nova ao Metal joinvillense, mantendo-se firme às raízes que os influenciaram. Fortemente fundamentado no Power Metal, o álbum flerta com outras vertentes do gênero, trazendo um metal sincrético, livre de algemas, livre de burocracia e purismos inúteis, e mostrando uma banda muito mais madura do que a idade dos membros sugere. O álbum começa com uma bela introdução instrumental, cujo timbre de guitarras nos remete imediatamente ao metal oitentista. Uma deliciosa viagem no tempo, pra época em que a música era mais importante do que essa baboseira midiática que domina muitas das bandas de hoje.

A segunda faixa do disco é um Power Metal puro e direto, que me lembra muito o Sonata Arctica do começo da carreira (na época em que eles ainda sabiam tocar). Os vocais entram muito bem nos tons agudos, a linha de teclado soa muito bem, sombria, sem exageros, uma grande música. A terceira música quebra tudo. No melhor dos sentidos. Fugindo um pouco da proposta Power Metal do disco, “Fight or Flight” traz uma clara influência do Thrash que fica simplesmente perfeito no álbum como um todo, e tudo isso ainda sem fazer com que a banda perca identidade.

Logo em seguida vem aquela que eu achei a melhor música do disco (junto da anterior). Uma forte pegada ao estilo clássico do Iron Maiden, mas ainda mantendo a identidade da ODYSSEYA. Linhas de baixo super bem aproveitadas, uma composição que não é óbvia nem repetitiva, mas que se mantém familiar desde a primeira nota. É o tipo de música que faz você querer pular que nem um retardado num show ao vivo. E isso é legal pra caramba. A penúltima faixa do disco, essa que leva o nome da banda, segue a mesma linha das anteriores, pesada, sem ser maçante, melódica sem ser repetitiva. O refrão é marcante, com os vocais de apoio sendo muito bem utilizados.

A última faixa do disco, “Master of Time”, começa novamente com uma belíssima introdução nas guitarras, que me lembrou a faixa de abertura. É uma composição triste e agressiva, perfeita pra acabar o disco. De um modo geral o álbum é muito bem produzido e mixado, o que é impressionante, quando se considera a péssima qualidade nesse sentido que muitos álbuns de estreia costumam trazer. É um disco muito bem construído, com músicas maduras e complexas, mas sem perder a simplicidade e a beleza.

O único ponto negativo que consigo pensar, é o fato do álbum ser demasiado curto, tendo apenas oito músicas. Tendo em vista a qualidade do que foi apresentado, deixou aquele gostinho de quero mais. Sendo assim, aguardo ansiosamente o novo álbum. Se tiver dúvidas do que eu estou dizendo, olhe a página da banda e veja que eles foram convidados a abrir o show do Angra, em São Paulo. Até mesmo os grandes monstros do Metal nacional reconhecem a qualidade desse álbum. Só falta você. O que está esperando?