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Resenha: confira a primeira avaliação brasileira para o EP da Mask Of Semblant

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Samsara

Por Marcos Garcia

Entre o conservadorismo sufocante e o politicamente correto opressor, vivemos em meio a uma queda de braço titânica entre duas forças, que no fundo, não são do bem. Ambas querem dominação, doutrinação e obediência cega, e isso acabará fazendo com que os Quatro Cavaleiros do Apocalipse venham ao mundo cumprir sua tarefa, preparando-nos para a chegada do Anticristo, que podem escolher: será alguém politicamente correto opressor ou um conservador tirano.

Não há saída… A vida é feita de dualidades, bem e mal, Yin e Yang, luz e trevas. E essas representações ganham corpo e força na música do quinteto MASK OF SEMBLANT, de Florianópolis (SC), que vem para mostrar o quanto se pode ser criativo usando esta dualidade em “Existence”, seu primeiro EP.

O estilo da banda pode ser visto como fruto de uma dualidade: existe o peso e agressividade dos estilos mais modernos do Metal, ao mesmo tempo estruturas melódicas bem construídas permeiam cada canção. A banda vive em um meio termo cativante, e quando o ouvinte começa a captar o intento musical do quinteto, não tem mais como fugir.

A produção sonora ficou muito boa, conseguindo dar corpo a essa sonoridade híbrida e difícil de ser descrita. Todos os aspectos instrumentais estão audíveis, e isso sob uma espessa camada de peso cavalar. Tudo muito bem feito, justamente para que entendamos a proposta musical do quinteto. A arte da capa reflete o caos e a ordem em que o grupo se encaixa, mostrando como o grupo consegue se equilibrar no meio de tantas influências díspares.

Moderno, azedo, agressivo e melodioso, “Existence” é um EP apaixonante do início ao fim, mostrando a sequência da destruição da Terra em cada uma de suas canções. Basta observar os títulos e pegarão a ideia: os Quatro Cavaleiros do Apocalipse chegam, destroem o mundo por meio de Guerra, Fome, Praga e Morte, e por fim, o Anticristo chega para enterrar de vez o que sobrou.

“Releasing the Seals” é uma introdução climática, levada em violão e voz, preparando o ouvinte para a pancada brutal de “War”, com um andamento em meio tempo ganchudo, mostrando um trabalho de primeira de baixo e bateria (ambos com boa técnica), e alguns arranjos de teclado dão um toque especial. Tempos quebrados, violência e belas melodias dão a tônica de “Famine”, novamente exibindo arranjos de piano e belos contrastes entre vocais limpos e outros urrados. As guitarras roubam a cena em “Plague”, criando riffs interessantes e modernos, sem contar que mudanças rítmicas que se alternam entre o suave introspectivo e o brutal opressivo são arrebatadoras.

A força opressiva e azeda de arranjos cadenciados e muito emotivos dá à “Death” uma aura melancólica agressiva, como se o fim do mundo enfim se fizesse presente, novamente com belas passagens de teclados, baixo e bateria (isso sem falar em alguns momentos mais limpos bem atmosféricos aqui e ali). E encerrando, caos e violência musical brotam da força melancólica de “Antichrist”, onde vocais, guitarras e teclado se mesclam dando uma sensação de que o final do mundo é apenas um recomeço.