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Resenha: confira mais uma avaliação brasileira do primeiro registro da Silent Hall

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal da Shock Radio Web

Por Rafael Toledo

Nota: 08.0/10.0

Taí um trabalho que eu subestimei e que queimou minha língua. Preciso ser sempre sincero nas minhas análises, então, eu realmente achei a arte de capa muito amadora, e não condiz em nada com a qualidade musical apresentada pela SILENT HALL, neste “Flame Of Hope”.

Sou coroa, desta forma, os caras nem precisaram de muito esforço pra me conquistar, tendo em vista que tudo aqui soa como se tivesse saído da saudosa década de oitenta. Mas, pra ser mais preciso, se você ama a NWOBHM, as chances serão muito altas para que vire fã incondicional da SILENT HALL (até rimou, risos). Brincadeiras à parte, a produção da bolachinha é rústica, o que acabou aflorando mais ainda o sentimento saudosista do velhote aqui, me remetendo aos meus antigos LPs com gravações feitas através de fitas rolo.

O cheiro de naftalina é muito bem vindo e predominante neste trabalho, o que fica evidente na atuação dos músicos Marcos Ulisses (vocal), Rafael Lourenço (guitarra), Christian Nascimento (guitarra), Rogério Vilela (baixo) e Sílvio Cesz (bateria). Dentre eles, não tem como deixar de citar o baterista Silvio que, com muita propriedade, segue a escola de ícones como Clive Burr, Pete Gill, Dave Hogg e Brian Dick; mantendo sempre a rítmica pulsante em todas as composições. Já os guitarristas Rafael Lourenço e Christian Nascimento formam a espinha dorsal, extremamente funcional, de músicas como “Brave Hearts”, “Prisoners Of Fear” e “Sweet Dreams”, não por acaso os pontos altos de todo o conteúdo aqui encontrado. Trazendo sempre muita personalidade, temas pegajosos e um bom gosto absurdo para os riffs.

Deixei “Stay” por último, para falar do vocalista Marcos Ulisses. Marcos, como boa parte dos lead singers do movimento cultural acima lembrado, tem um timbre melodioso, todavia, com um “quê” agressivo. Desta forma, “Stay” acaba sendo o ponto chave para observarmos a versatilidade do cara, e a sua habilidade de usar tons mais altos ou mais contidos de forma equalizada, permitindo assim que o ouvinte não se canse. Ponto pra ele, que é um verdadeiro trunfo para a SILENT HALL, tendo em vista que “Stay” é excepcionalmente diferente das demais, soando como algo mais voltado para o Folk.

Fica aqui também o meu pedido de desculpas para o pessoal da MS, pela demora absurda na disponibilização do material. Parabéns aos caras da SILENT HALL! Continuem no caminho certeiro, que certamente o futuro reservará ótimos frutos.