Contato Anuncie Loja Baixar Distribuidoras Selos Artistas Clipping Assessoria de Imprensa Quem Somos Serviços Agência Home Notícias Joao Duarte J.Duarte Design www.jduartedesign.com
Resenha: confira nova avaliação do primeiro álbum da banda sergipana Outmask

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Brasil Metal História

Por Leandro Coppi

Não se deixe levar pela capa, pois, apesar de a imagem sugerir uma sonoridade agressiva, o que o estreante OUTMASK apresenta em “A Kind Of Being” é uma música Progressiva, melódica, de andamentos cadenciados e atmosfera amena, com arranjos bem encaixados, influenciados pelo Jazz e pelo Fusion.

Tudo bem que em certos momentos como em “Blindness”, principalmente, e ”Wilting”single que recebeu videoclipe -, por exemplo, haja sim a presença de partes pesadas – embora isso não seja o foco principal desse grupo formado em Aracaju (SE). Os instrumentistas capricharam nos arranjos, sendo que o tecladista Omar “M.A.R.S.” de Paula teve um desempenho fundamental e soube colaborar bem para o clima e a proposta do álbum. Por sua vez, o guitarrista Daniel “Samson” Faria mostra sofisticação em muitos momentos, principalmente no que diz respeito aos solos.

Quanto à cozinha, Marcel “Metal” Freitas (baixo) e Diego “Neville” Vieira (bateria) demonstram técnica, mas não extrapolam. A frente disso tudo está o vocal de Enaldo “Ed Paul” de Paula e é aí que entram algumas escorregadas. Não que ele cante mal, longe disso, pois Ed Paul tem um estilo ‘soft’ e não agressivo de cantar que agrada e combina bem para o som da banda, mas a questão é que em muitas partes em que ele faz uso dos agudos, comete muitos exageros e isso causa certa irritação e tira um pouco da empolgação para a audição. Se controlar isso melhor nos trabalhos futuros, certamente Ed Paul conseguirá se destacar.

Quanto às composições, há equilíbrio entre elas no tempo de duração, sendo umas mais extensas, explorando mais atmosferas e ambientes, com destaque para “Divinity” – a maior delas -, e algumas mais curtas, mas não menos trabalhadas, como no caso da citada “Blindness”, que é uma das mais legais. Se no próximo material for corrigida essa questão do vocal e houver um capricho maior na produção, o OUTMASK terá de tudo para se dar ainda melhor.