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Resenha: debut álbum do Bloodwork ainda repercute no cenário underground brasileiro

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Rebel Rock

Por Sergiomar Menezes

Death Metal brutal e direto. Não há outra maneira para definirmos o som do grupo gaúcho BLOODWORK, em seu CD de estreia, “Just Let Me Rot”. Em apenas 8 músicas e cerca de 30 minutos, o grupo passa seu recado de forma violenta, sem descanso para os ouvidos desavisados.

Apostando em uma temática sexual gore, o trabalho foi gravado entre 2013 e 2014 e foi mixado e masterizado por Sebastian Carsin no Hurricane Estúdio. A arte da capa ficou sob a responsabilidade de Marcos Miller e, o interessante é notar que a mesma, é uma fusão entre todas as faixas que compõem o trabalho.

Formado por Fabiano (vocal), Deleon (guitarra), Rafael (guitarra), Henrique (baixo) e Felipe (bateria), o grupo caprichou nas composições e letras, pois não dá pra imaginar outro tipo de “lirismo” quando as músicas começam a tocar. Iniciando com a porrada “Defecating Broken Glass”, onde as guitarras nos entregam um Death Metal brutal, rápido e pesado, a banda mostra uma raiva que, quando você percebe, a faixa já acabou. Aliás, como dito anteriormente, todas as faixas são curtas.

“Cunt Suffocation” mantém a brutalidade no nível máximo. E pode-se perceber, que apesar do estilo, houve uma preocupação com a produção, pois os instrumentos soam brutais mas com qualidade acima da média. “Asphyxiant Cum Load”, mais cadenciada mas nem por isso menos pesada, mostra a variedade do grupo, que dosa as músicas de maneira que não soam repetitivas. Sem dúvida um dos destaques do trabalho. Guitarras cortantes que casam com a cozinha pesada. “Suck My Cunt Finger”, continua com o peso e também é uma faixa mais cadenciada.

“Human Slaughterhouse” traz a velocidade à tona novamente e têm blast beats na medida certa. As guitarras de Fabiano e Rafael carregam nos riffs mortais enquanto a cozinha formada por Henrique e Felipe, capricha na velocidade. O vocal de Fabiano também se destaca, pois consegue passar toda a fúria das letras de forma violenta. “Rotten 69” mantém a velocidade em alta. “Necro Sex Club” segue a linha, sendo por vezes rápida e brutal, com passagens que beiram a insanidade. “Toothed Vagina”, encerra o trabalho e é um dos destaques, pois sintetiza a música do grupo. veloz, insana e brutal.

Um CD curto. Mas que passa seu recado de forma simples e direta. Bem gravado, bem produzido, bem composto. Sem invencionices. Rápido, pesado e brutal Como toda banda de Death Metal deve ser. Recomendado pra quem aprecia o lado mortal do Heavy Metal!