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Resenha: debut álbum do Cromathia entre os grandes do underground extremo nacional

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog A Música Continua A Mesma

Por Leandro Vianna

Nota: 08.5/10.0

Apesar de “Another Day Of Torment” ser seu debut, o CROMATHIA já está na estrada desde 2003, quando surgiu em Curitiba/PR. De lá para cá soltaram uma Demo, “Age of Shadows” (04), um EP, “Souls of Purgatory” (09) e um single, “Obscure Desire” (10), ou seja, tiveram tempo de sobra para adquirir maturidade e dar consistência ao Death Metal técnico e que possui os dois pés fincados nos anos 90, principalmente na escola americana do estilo.

Obviamente que ao final de audição do trabalho, nomes como Death, Deicide, Cannibal Corpse, Morbid Angel, Incantation e Immolation virão à sua mente, mas a verdade é que de forma alguma a música dos curitibanos soa como mera imitação, já que a mesma possui personalidade de sobra. Os vocais de Max Vorax se mostram bem variados, indo do gutural ao rasgado de uma forma bem natural. Marcos Bueno e Osmar Borel formam uma bela dupla, despejando riffs afiados e brutais, enquanto João Vitor (baixo) e Thiago Mussi (bateria) formam uma parte rítmica que preza pela técnica, diversidade e peso.

Suas canções se mostram muito bem trabalhadas e, apesar de toda a brutalidade, possuem boas melodias, já que em alguns momentos resvalam no Thrash e até mesmo naquele Death Metal típico das bandas de Gotemburgo. Após uma introdução que julguei um tanto desnecessária, “Rise Of A New Age” chega quebrando tudo, com boa técnica, algumas melodias interessantes e ótimo trabalho da dupla João Vitor e Thiago. Em sequência, mais duas canções simplesmente matadoras, “Burning Like 1000 Suns”, que vai te fazer bater cabeça e possui ótimos riffs, e “Noble Thief”, com vocais bem variados e boas melodias. Outras que valem ser destacadas são “Souls Of Purgatory”, ríspida, com uma pegada mais moderna e que remete à já citada influência das bandas de Gotemburgo e “Convincing Pain”, pesada e que resvala no Thrash Metal.

A produção é outro destaque aqui, com gravação no Avant Garde Studios e mixagem e masterização por parte de Maiko Thomé Araújo (Amen Corner, Dragonheart, Offal, Imperious Malevolence), soando limpa e audível, mas sem perder a crueza e a sujeira necessária para o Death Metal do CROMATHIA. Em resumo, não soa plastificado, mostrando que não se precisa ir para o exterior para conseguir uma produção de grande qualidade. Já a bela arte da capa ficou por conta do renomado Carlos Fides (Almah, Evergrey, Noturnall, Narnia, Shaman) e se encaixa bem na proposta do grupo, deixando bem claro o que será encontrado.Mais uma vez, o cenário nacional mostra sua capacidade de gerar grandes nomes em vertentes mais extremas. Com uma estreia sólida, equilibrada e uma música que prima pelo peso, pela agressividade e pela ótima técnica, o CROMATHIA não só vai agradar em cheio os amantes de um Death com pegada mais tradicional, como também lançou um dos melhores álbuns nacionais do estilo em 2016. Uma das grandes revelações desse ano.