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Resenha: debut álbum do Macabre Agony é avaliado pelo redator carioca Marcos Garcia

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Samsara

Por Marcos Garcia

Algumas vezes, pensamos na dificuldade de encontrar CDs nas lojas. Isso se dá devido à pouca demanda do público, cada vez mais dado a downloads ilegais, mas existem os fãs que preferem o material físico, e com isso, oxigenam a combalida indústria musical. E muitas vezes, existem aqueles discos que parecem que vieram ao mundo muito antes de seu tempo, que seriam mais bem aceitos em outros tempos. E é o caso de “Dry Mankind”, do trio MACABRE AGONY, de São Paulo.

O trio está retornando a atividades, e o relançamento de “Dry Mankind” mostra uma banda com uma pegada “old school”, mas que ao mesmo tempo, possui um trabalho um pouco mais avançado, já que o Death Metal do grupo é bruto e muito agressivo, mas mesmo assim não se furta a usar arranjos musicais um pouco mais polidos ou mesmo algumas passagens com teclados, como se ouve claramente alguns momentos. E soa tão atual hoje, mas na época de seu lançamento original (2001) deve ter deixado muitos fãs de boca aberta.

Gravado no Mr.Som Studios, tendo produção, mixagem e masterização de Marcelo Pompeu e Heros Trench, a sonoridade do disco é brutal, crua e opressiva, mas feita com um bom nível de clareza, para se entender o que o grupo está tocando. Os timbres são bem agressivos, mas bem gravados. E a arte nova do CD é do guitarrista/vocalista Felipe Mras, simples e direta.

Arranjos brutais e opressivos, velocidade quase sempre mediana ou lenta, o MACABRE AGONY transita em uma forma musical diferente do que costumamos ouvir, inclusive com um trabalho instrumento diferente (percebam como o baixo é técnico em muitas partes, fugindo da simples marcação de ritmo). No mais, “Sarcastic Marvel”, “Macabre Agony”, “Aborting the Beast” e “Evil’s Poetic” são mostras de uma banda de talento e que tem muito a oferecer. Mas como “Dry Makind” já é um disco bem velhinho e eles retomaram a estrada, nada melhor que um lançamento novo, não acham? No aguardo!