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Resenha: debut álbum do The Cross é avaliado pelo redator brasileiro Alex Viana

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Reidjou

Por Alex Viana

Nota: 09.5/10.0

Após o retorno às suas atividades com o lançamento do EP “Flames Through Priests”, lançado em 2016, não esperava receber um material novo tão cedo destes caras. Mas eis que a sua atual gravadora, a Eternal Hatred Records, me presenteou com uma bela cópia deste debut álbum homônimo do THE CROSS. E que álbum! Simplesmente, melhoraram absolutamente tudo que já fizeram em sua carreira, até o momento.

A produção é o primeiro ponto que me chamou a atenção, até porque já venho recebendo trabalhos assinados pelo produtor Marcos Franco, do Revolusom Studios, e este alcançou um ápice qualitativo invejável. Realmente excelente. As composições aqui estão muito mais maturadas, longas como têm que ser, e extremamente lúgubres, como têm que ser também. Eduardo Slayer exercendo sua melhor atuação na função de vocalista, define muito bem como deve soar um cantor de Doom Metal. O cara usa e abusa de screams para passar sua mensagem, e é sempre muito bem sucedido.

Trabalho primoroso, que é completado pelo guitarrista e compositor Felipe Sá, a quem atribuo o salto de qualidade alcançado nesta fase atual da banda, já que o supracitado trabalho anterior, não contava com a sua presença. Ora experimental, ora pendendo para o lado mais tradicional da coisa, Felipe imprime muita personalidade e diversidade à obra como um todo, o que garante um híbrido interessante de outras vertentes do Metal. Como destaques, ouçam direto “House Of Suffering” e “Poe’s Silence” que, sem sombra de dúvidas, são as mais emblemáticas do disco.

A primeira banda de Doom Metal da América Latina voltou com tudo em 2017 com este “The Cross”. Então, só nos resta aguardar uma turnê adequada pelo país, e que não fiquem presos no nordeste, pois aqui no sudeste os bangers mais fieis do mundo lhes esperam de braços abertos. Essencial!