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Resenha: debut álbum do The Cross é destaque no site brasileiro Coletivo La Migra

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Coletivo La Migra

Por Sidney Santos

Nascidos no ano de 1990, o projeto THE CROSS liderado e idealizado por Eduardo Slayer, começou os trabalhos com base lírica na dor humana, vindo fortemente influenciado por bandas como Black Sabbath, Trouble e Candlemass, os trabalhos de formação e criação da banda é iniciado, no ano de 1993 em plena atividade a banda apresenta um dos registros mais importante do Doom Metal nacional “The Fall” uma pequena Demo Tape que na década de 90 mostrou um grande gigante que ali nascia, chamando a atenção do Brasil e também da Europa.

Muita coisa aconteceu com a THE CROSS ao passar do tempo, com problemas na formação, a banda passa por um hiato de quase 20 anos. Esse hiato fez com que as coisas apenas se prolongassem, o retorno da THE CROSS acontece no ano de 2015, com o lançamento do EP “Flames Through Priests” que mostra a THE CROSS ainda mais viva, porém a grandiosidade e a verdadeira excrescência, ainda está por vir.

Pois é, chegamos em 2017, carregando a bandeira do Doom Metal baiano esse quinteto de Salvador, apresentou ao mundo o seu mais novo trabalho, intitulado de “The Cross”, esses monstros estão mais do que vivos, estão mais que renascidos, um novo trabalho espetacular é apresentado ao mundo; Na semana passada em conversa com o amigo Zé Felipe de Sá, o mesmo deu o privilégio a Sidney Santos de ouvir esse último trabalho na íntegra, extremamente ansioso, faminto para encarar esse novo trabalho, não poderia deixar aqui de comentar sobre o material, mostrar aqui a percepção desta nova obra prima.

O álbum foi lançado oficialmente entre os meses de fevereiro/março carregando consigo um total de uma hora e um minuto de puro Doom Metal, divididos em um total de 8 grandes canções, apresentados por uma belíssima capa, fria e obscura, esses monstros do Metal obscuro mostram que o ano de 2017 será um ano de muita renovação e destruição, pois THE CROSS no álbum “The Cross” lançado em 2017 pela Eternal Hatred Records está realmente lindo e muito obscuro, vale apena fazer uma bela e admirável audição deste material.

Na data de hoje nosso caro amigo e fundador do projeto Coletivo La Migra, Sidney Santos, realizou a audição completa desta obra e com suas palavras, vamos entender um pouco de como esse trabalho está, qual foi a percepção destes novo trabalho intitulado “The Cross”. E como tradição das resenhas La Migra, Sidney Santos irá nos comentar sobre as cinco primeiras faixas desta obra, e por fim vamos entender o que esperar e se realmente vale a penas adquirir esse novo trabalho. Com isso vamos ao trabalho!!!

“Cold is the Night Beyond Death” carrega a responsabilidade de introduzir o ouvinte ao novo mundo THE CROSS, essa canção carrega apenas dois minutos de um áudio extremamente sangrento, uma grande introdução para a loucura é iniciada e liderada por Louis, que apresenta um pouco de suas técnicas que aos sons dos tambores, lidera seus ritos obscuros, devidamente acompanhado pelos belos e distorcidos riffs ensurdecedores que nos leva ao lado negro desta canção, um som extremo, sinfonicamente negro, guiados pelos guitarristas Paulo Monteiro e Felipe Sá, o quinteto mostra logo no início deste material um belo entrosamento, apresenta uma introdução à magia, a verdadeira e depressiva caminhada fúnebre, que se climatiza ainda mais, quando assim, surgi do fundo do negro e solitário abismo, as palavras em voz roca de Eduardo Slayer, ali, ditando as verdadeiras e desesperadas palavras do início de uma nova era, que para os belos ouvidos, sente-se friamente o poder das quatro cordas de Mario Balieiro, carregando as energias para o que está por vir, iniciando como peças e muito bem dosadas deste quebra cabeça, que por fim se unem aos belos grunhidos do caos, que é profanado nesta noite, pois os portões do mundo THE CROSS se abrem, que diante da luz da lua, marca uma nova era.

“The Last Nail In the Coffin” carrega uma enorme avalanche de efeitos tradicionais do estilo, com um bumbo forte, as guitarras apresentam riff pesados, ainda que rápido, vem com uma enorme potência musical, harmonizando todo o ambiente, agregando uma variedades de riffs que vem se transformando ao decorrer da canção, seus poucos mais de seis minutos de áudio, apresentam um THE CROSS inovador, abusando da presença do Death Metal tradicional, a canção é muito bem introduzida, a presença destes elementos transformam “The Last Nail In the Coffin” em uma música encorpada, uma música ainda mais completa, unindo o extremo ao obscuro, como assim manda a tradição Doom Metal. Com uma verdadeira arma de destruição em suas mãos, uma grande bomba de solos, muito bem dosados te carregam para um novo ambiente sem você perceber, conseguindo unificar todas as forças e energias, em um só local, em uma só canção, tão focados, que é extremamente perceptível o quanto estão engajados, focados na construção de uma nova postura musical. Focados com a missão de apresentar neste novo trabalho, a evolução na qual a banda comemora hoje com os seus 27 anos de existência.

“The Skull & The Cross” chega aos meus ouvidos, uma melodia linda, fazendo com que em seus minutos iniciais, você consiga absorver toda a melodia gótica proposta pela banda, fazendo você se adentrar de um forma tão espetacular, que chega ao ponto de não só ouvir, mas também de poder sentir o escorregar dos dedos ao se transportar em cada dedilhado desta melodia inicial, os trabalhos se inicia e diante do todo o peso do ambiente criado por Paulo Monteiro e Louis se sangram diante das vozes de Eduardo Slayer que mais uma vez se destaca, quando você imagina que a melancolia irá continuar aqui vem o poder do Death Metal, iniciado por um grande caos sonoro e agudo, com as guitarras destruidoras de THE CROSS, que em uma perfeita harmonia e gradativamente apresenta aquela pitada dos riffs mais modernos, que desaparecem repentinamente substituídos pelos grandiosos solos, e com uma grande potência dos bumbos mostram aqui a sua verdadeira agilidade, assim podemos dizer que nasce e cresce a melhor música deste novo trabalho na minha opinião.

“The Last Prayer” impossível de se controlar, impossível não deixar de envolver com a obscuridade apresentada nesta canção, o tradicional Doom se mostra ativo, assim do nada os principais riffs são finalizados. Um pequeno dedilhado unificado com uma pequena dose de microfonia, te faz lembrar que você ainda está vivo e que assim poderás volta ao caos novamente, o peso e a melancolia retorna de uma forma ainda mais que envolvente, com uma guitarra ainda mais cativante, o ambiente me faz para de pensar, pois a potência criada aqui destruindo com tudo que já foi criado antes.

“Resquiat In Pace” te eleva ao estado mágico da tonalidade extrema, uma levada extremamente sangrenta, na qual te faz imaginar aquelas histórias de filmes de horror nos momentos em que se descobre o local onde as vítimas são massacrados, onde o caminho das pedras permanecem banhados de sangue, assim como uma característica da THE CROSS vem o silêncio é na completa lentidão desesperadora, você é levado para a luz e em questão de segundos o obscuro renasce, desenterrando os principais sentimentos de loucura, pois aos sons dos sinos a psicodélica sensação de desespero se unificada aos risos de fundo que acende a vela do caos gradativamente, pois neste momento a música ressurgi e te encaminha para mais um novo estágio.

Chego ao fim dos meus comentários, agora deixo na mão de vocês em adquirir esse material e com as suas próprias palavras analisarem e curtirem a grande magia e o grande poder do Doom Metal apresentado aqui por esses caras, eu como um grande apreciador do Doom Metal não me contive e garanto para vocês apreciadores desta vertente, vocês não irão se arrepender, o matéria está forte, pesado, lento, obscuro e muito mais muito empolgante, em nenhum momento THE CROSS deixa o CD cansativo, pelo contrário aqui você consegue se envolver e muito pois a banda conseguiu unir a velha guarda com a nova e moderna onda Doom e Death Metal.