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Resenha: mais um destaque na imprensa para o debut álbum do Dying Suffocation

Resenha de CD originalmente publicada pelo site MetalVox

Por Davi Ludovico

O Doom Metal tem sido uma das searas do Metal mais produtivas do Brasil nos últimos tempos. Temos acompanhado, com muito orgulho, os diversos petardos que têm sido concebidos por aqui, principalmente nos dois últimos anos, de modo que me debruço completamente à análise de álbuns nacionais nessa linha quando chegam às minhas mãos. Eis que o grande irmão Jaime “The Metal Vox” Amorim me incumbe de tecer uma crítica acerca do primeiro álbum duma banda experiente, o DYING SUFFOCATION, natural de Pato Branco – PR, lançado por uma parceria de diversos selos nacionais (inclusive o The Metalvox). Para minha alegria, o grupo promove em ‘In The Darkness Of The Lost Forest’ Doom Metal de excelência. Minhas considerações seguem abaixo.

O começo soturno da primeira faixa ‘The Angels’ é a anunciação da verdadeira marcha fúnebre que seria promovida pela banda ao longo do álbum. Com uma linha de baixo extremamente agressiva, que entrecorta o começo angelical da faixa mencionada, o DYING SUFFOCATION nos brinda com um riff arrastado, com uma guitarra timbrada na medida certa, fazendo jus à clássica fórmula do Doom Metal: peso e lentidão.

Apesar de ser um som eminentemente lento, um traço bastante positivo que captei durante a audição do álbum como um todo é a mudança de tempo. Em quase todas as faixas a banda promove reviravoltas, acelerando o compasso da música e desacelerando em certos momentos, promovendo passagens “cavalgadas” contrapostas a momentos de pura lentidão. Isso abrilhanta as canções e torna a audição de “In The Darkness of The Lost Forest” uma experiência dinâmica.

As letras no álbum tratam de desespero, angústia, morte, grandes questionamentos e flagelos da vida humana. Felizmente a banda tem a sensibilidade acompanhar esses sentimentos, promovendo um instrumental alinhado ao conteúdo lírico, o que é, a meu ver, muito importante. Vide, por exemplo, o solo final de ‘When I Die’: não há aqui uma amostra desnecessária de poderio técnico do guitarrista, tampouco fraseados velozes e exagerados como temos visto por a, pelo contrário, é um solo relativamente simples, mas eficiente, já que exprime tristeza, desesperança, refletindo exatamente o clima soturno e trágico da letra. Achei brilhante.

No topo de tudo isso, temos o vocal competente de Alex Habigzang, que adiciona mais peso e brutalidade às canções, sendo fundamental para a construção da aura negra que emana de todo o álbum. Enfim, salta aos olhos a qualidade deste debut. É indubitavelmente um trabalho sólido, que vem para lançar o DYING SUFFOCATION como um nome bastante promissor do Doom Metal. Segue uma linha ortodoxa, sem firulas, sem experimentalismos desnecessários, o que muito agrada o público do underground nacional. Continuando nessa trilha, tenho certeza de que a consagração, a merecida consagração, virá.