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Resenha: mais uma avaliação positiva para o debut álbum da banda baiana Inner Call

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Brasil Metal História

Por Leandro Coppi

Apesar de muita gente reclamar de quando uma banda não traz nada de inovador em sua sonoridade, outras tantas (eu, inclusive) não vêem isso de forma negativa, desde que soe bem feito e com qualidade. O INNER CALL, por exemplo, que é encabeçado pelo baterista Luiz Omar, não está reinventando a roda nesse seu homônimo álbum de estreia, mas, mesmo assim, o grupo soteropolitano, formado em 2009, convence com seu Heavy/Power honesto e muito bem trabalhado, que também bebe na fonte do Prog Metal.

No geral, o INNER CALL apresenta músicas com estruturas eficientes, bons arranjos e harmonias instigantes, principalmente no que diz respeito às linhas de guitarra da dupla formada por Rafael Perera e Renato Passero, que esbanjam melodia e bom gosto nos riffs, dedilhados e solos. Talvez o que mais chame atenção nesse primeiro álbum do INNER CALL seja o fato de que apesar de o grupo soar Heavy, ele não se faz de refém da velocidade, sendo assim, o que temos são músicas pesadas e cadenciadas, que chegam a lembrar o grupo norte-americano Damn The Machine, do ex-guitarrista original do Megadeth, Chris Poland.

Em relação às músicas, merecem destaque a inicial “The Dark Ages”, que vai num crescendo e no decorrer ganha o reforço do vocal de apoio da convidada Vivian Benevides, “Live In The War”, que possui uma carga emocional evidente, “Bad Minds”, faixa que varia partes velozes com outras mais marcadas, e a derradeira “I’m Back (This Is Rock’n’Roll)”, a mais veloz do álbum e que se distancia do estilo das demais, já que tem uma pegada mais ‘rocker’ e festiva.

Sobre a produção realizada por Pablo Nechi, em parceria com a banda, não dá para descrevê-la como sendo acima da média, o que não quer dizer que ela tenha comprometido o material, já que está regular, mas para o próximo trabalho vale o grupo se atentar a essa questão e também em buscar linhas vocais mais encorpadas, com mais ‘punch’ e abertura nos finais de frases.