Contato Anuncie Loja Baixar Distribuidoras Selos Artistas Clipping Assessoria de Imprensa Quem Somos Serviços Agência Home Notícias Joao Duarte J.Duarte Design www.jduartedesign.com
Resenha: novo álbum do Almah continua conquistando o mercado brasileiro

Resenha de CD originalmente publicada pela página Ibagens

Por Equipe Ibagens

Nota: 09.5/10.0

O ALMAH realiza o melhor trabalho de sua carreira (com certa folga, ainda que seus antecessores sejam muito bons) em um álbum com músicas que te cativam na primeira audição e que, com certeza, serão cantadas por todo o público nos shows.

Em primeiro lugar, a banda demonstra muita maturidade e bom gosto em termos de arranjos, não exagera, não quer aparecer, tudo ali está em prol da música. O estreante, Pedro Tinello mostra que a banda fez uma ótima escolha.

O Edu atingiu um nível nas composições que é pra poucos. Quase todas elas tem entre 4 e 5 minutos (A exceção é “Age of Aquarius”) mas tem estruturas perfeitas, nenhuma delas sobra ou falta algo. Variações harmônicas, de tempo, refrães absolutamente marcantes, tudo isso presente em todas as músicas. A seguir uma breve crítica a respeito de cada som:

AGE OF AQUARIUS: Essa não precisa de muitas apresentações, uma vez que já foi escutada por todos os que aguardam o lançamento do CD. A única novidade é que a música tem uma introdução muito bonita que não aparece no Lyric vídeo que foi lançado.

SPERANZA: A música tem uma introdução e uma levada que lembra bandas como o Coldplay. É um som com uma harmonia bem positiva e bem simples, talvez a mais Pop do disco todo, porém, cheia de melodia, coro e passagens muito bonitas. Antecede uma trinca matadora.

THE BROTHERHOOD: Não tem jeito, o Edu tem algum dom especial pra fazer baladas. “The Brotherhood” tem uma introdução em D maior que emociona, o começo da melodia, ainda na mesma tonalidade é lindíssimo e é seguido de um refrão variando pra B menor, com um tempo não convencional (Me parece um 6/4). Simplesmente lindo! Uma das baladas mais fantásticas já compostas pelo Edu!

INNOCENCE: O álbum começa a ter tons mais pesados aqui. O uso do teclado também é muito interessante. O baixo está muito presente aqui. Uma música que soa muito moderna. O refrão é daqueles que você escuta uma vez e já decora. Aliás, essa é uma máxima de “E.V.O”, refrães marcantes. Outra grande música, que também conta com solos muito bons.

HIGHER: Um Power bem moderno. Com absoluta certeza essa aqui vai ser uma das favoritas do público. A banda dosa muito bem a hora de acompanhar só com o baixo e a bateria tomando conta do instrumental e entrar com todo o peso. A ponte é perfeita e o refrão, desde já, um clássico da banda. O instrumental conta com todo o virtuosismo da banda. Dafras muito a vontade e Marcelo e Diogo simplesmente matadores. Sonzeira!

INFATUATED: Essa é outra música na linha de bandas como Coldplay. Mas, diferentemente de “Speranza”, essa tem mais variações, seja na harmonia ou nas levadas. O refrão é MUITO bonito e MUITO grudento. Um som mais simples que os anteriores, mas ainda sim, mantendo o alto nível.

PLEASED TO MEET YOU: A melhor introdução do álbum. Guitarras rápidas e pesadas e um Edu muito inspirado nas linhas de vocal. A ponte tem uma variação harmônica e o refrão é melódico e sugere ser cantado junto com o público porque é todo acentuado. Mais uma que, com certeza, vai virar uma favorita do público.

FINAL WARNING: Mais um som que abusa dos teclados com sintetizador aqui, unidos ao peso comum da banda. A estrutura é bem simples, quem nada aqui é o Edu. A sua linha de voz, apesar de ser em uma região baixa, da vida a música. Precisa falar que o refrão é MUITO bom? Essa é uma máxima do disco. Depois do segundo refrão, temos uma variação harmônica que leva ao solo, que culmina no último refrão, dois tons acima dos refrães anteriores. Uma composição perfeita. Mais uma nota alta do CD.

INDIGO: Sabem a introdução da “Raise the Sun”? É nessa linha. Uma base pesadona com um piano fazendo a melodia. O Edu chega cantando de maneira bem cadenciada com a base acompanhando, e vai evoluindo até o refrão, que é cheio de riffs pesados. Os solos da música são fantásticos. Eles terminam voltando ao refrão que fecha a música voltando para a introdução.

CORPORATE WAR: Essa é sensacional. A introdução me lembra um pouco o Alice in Chains. O Edu consegue criar ótimas linhas, seja cantando alto ou baixo. A base da música é bem complexa, tem uma variação de acordes tocada com arpejos enquanto o Edu canta e volta para um riff pesado. O refrão é muito melódico e é cantado em uma região baixa. As linhas da introdução e da base se repetem, levando ao refrão de novo que antecede o instrumental. Na volta para o refrão, o tom sobe consideravelmente e vemos aqui o ápice da performance do Edu em “E.V.O” ele canta como nos tempos de Symbols. Final lindíssimo para uma grande música.

CAPITAL PUNISHMENT: Fechando com chave de ouro, a música abre com o piano fazendo uma melodia acompanhado de uma base pesada, em tons maiores. A base traz um Edu cantando de maneira mais agressiva, pesada, com uma base também pesada, já em tom menor. O refrão é o melhor do álbum e, só de pensar nele, eu já canto ‘Ooooooooh oh oh ooooooooooh… No more Illusion!’. Uma música direta e reta com um refrão em coro arrasador. Não podia fechar o disco de maneira mais positiva.
Não é nenhum exagero, “E.V.O” é o melhor álbum do ALMAH. A banda acerta em praticamente tudo aqui. Eu não consigo apontar um único destaque. Diria que as ótimas “Speranza” e “Infatuated” são as mais comuns e o resto é MUITO acima da média. É um álbum que vai ser difícil deixar alguma música de fora dos shows pois todas marcam. Dou, com toda certeza, nota 9,5/10 para esse trabalho. Não deixem de escutar.