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Resenha: novo álbum do Almah é evidenciado pela mídia especializada de Portugal

Resenha de CD originalmente publicada pelo site World Of Metal Radio

Por Fernando Ferreira

O ALMAH sempre foi a menina dos olhos de Edu Falaschi, mesmo quando ele estava no Angra. O vocalista nunca escondeu que a mítica banda brasileira era apenas um emprego enquanto a sua paixão era mesmo o projeto ALMAH, que em pouco tempo passou a ser uma banda propriamente dita. Como é sabido, não se consegue amar duas coisas distintas por muito tempo, pelo que não foi surpresa quando soubemos que o vocalista desistiu do Angra, isto em 2012. Depois disso, este “E.V.O” é o quinto da carreira da banda no ano em que atinge, precisamente, seu aniversário de dez anos de estrada.

Como seria esperado, não temos propriamente uma evolução que coloque o ALMAH para fora do Power Metal Melódico, onde tem estado desde que surgiu, portanto não há espaço para surpresas, tanto para o bem como para o mal. Admitamos, este é o registro onde Edu Falaschi se sente melhor e onde consegue grandes resultados, mas isso também não quer dizer que acerte sempre em cheio, mesmo num trabalho com um conceito rico como este – “E.V.O” é um álbum conceitual sobre a evolução em termos de mente e alma das pessoas nesta nova era onde estamos agora, a Era de Aquário.

Temos muito euro-metal, que nos faz lembrar o Angra, mas também também isso é meio óbvio, já que a voz é a mesma que esteve lá durante dez anos. De uma “Age Of Aquarius” que chega de mansinho e se revela a introdução ideal para este trabalho, para uma “Speranza” que poderia estar num álbum do Coldplay caso eles decidissem colocar mais tomates na sua música vai um tirinho, e estes momentos melódicos são uma constante (“The Brotherhood”, “Innocence”, “Infatuated”, “Indigo” e “Capital Punishment”), mas a balança fica equilibrada com o peso de temas como “Higher”, “Pleased To Meet You”, “Final Warning” e “Corporate War”, nunca colocando de lado a melodia, claro.

É um bom regresso do ALMAH, que não nos faz esquecermos do Angra, mas provavelmente não seria essa a intenção. Embora tenha algumas semelhanças, o ALMAH assume-se com uma proposta bem mais melódica e não tão desafiante em termos de composição, embora não haja virtualmente nenhum defeito neste álbum. Melódico, conceito interessante, o que é que se pode pedir mais?