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Resenha: novo álbum do Bloodwork em destaque no site Metal na Lata

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Metal na Lata

Por Sergiomar Menezes

Nota: 09.0/10.0

Sabe aquele Death Metal old school, com guitarras ríspidas, bateria insanamente veloz e vocais guturais? É exatamente isso que temos no segundo trabalho da banda gaúcha BLOODWORK! Nada de melodias, passagens atmosféricas, teclados, nada. Apenas o mais puro e pútrido Death Metal!

Três anos após “Just Let Me Rot”, o quinteto nos brinda com mais uma “pérola” do Metal da morte. Mantendo a mesma temática que acompanha a banda desde o início, o grupo mostra um trabalho mais maduro, por assim dizer. Se as letras continuam esbanjando “classe e bom gosto”, a parte instrumental mostra uma pequena evolução em relação ao disco anterior, Não que antes houvesse algum problema nesse quesito, pelo contrário. Quem ouviu o cd, sabe o que estou falando. Mas aqui houve um cuidado maior, principalmente no que diz respeito ás guitarras.

O grupo é composto por Fabiano Werle (vocal), Rafael Lubini (guitarra), Deleon Vith (guitarra), Henrique Joner (baixo) e Felipe Nienow (bateria), formação que se mantém desde o trabalho anterior. E isso parece ter feito a diferença, pois as faixas mostram grande entrosamento e coesão durante toda a execução do álbum.

Produzido por Thiago Caurio, Benhur Lima e pela própria banda, o CD traz dez faixas um pouco mais longas que as do álbum anterior. “Anal Roto Rooter” abre o play de forma agressiva e brutal, com as guitarras ditando o ritmo, com riffs bastante agressivos. O vocal de Fabiano poderia ser descrito como um encontro entre Chris Barnes e George Corpsegrinder Fisher. Ou seja, perfeito para a sonoridade do grupo. Outras faixas que merecem destaque são “Your Dildo is a Piece of Leg”, rápida e mortal, “Dead Body Affair”, pesada, cadenciada e que destaca a cozinha composta por Henrique e Felipe, “Taste My Dick Cheese”, que apesar de bastante rápida, apresenta algumas mudanças de tempo que realçam a versatilidade da banda, “Mayhem Mysteria”, absurdamente pesada, e ainda “Needlework”, “keep My Meal Alive” e “Chainsaw Masturbation”.

O Rio Grande do Sul há tempos vem se firmando como um grande exportador de bandas de Metal Extremo. Citar nomes aqui seria complicado, até porque, com certeza, esqueceria de algum nome, o que seria uma grande injustiça. A única coisa que pode se afirmar, com a mais absoluta certeza, é que a BLOODWORK já se encontra neste rol. E com todo o merecimento!