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Resenha: novo álbum do Lusferus é avaliado pelo redator brasileiro Hugo Veikon

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Arena Metal

Por Hugo Veikon

É indiscutível o fato que a LUSFERUS não tem álbum ruim. Resenhei há 4 anos o antecessor deste ‘Desolation’s Theme’ e, desde então, a banda e suas músicas entraram na minha lista de excelentes composições, dentro do segmento Black Metal.

Esse ‘Desolation’s Theme’ veio com mais elementos. Na parte musical eles têm um clean vocal, executado pelo guitarrista O. Gelfuso, que não fez parte do disco anterior, mas eles continuam com as guitarras cortantes e o trabalho de bateria ficou ainda melhor. As cadências ganharam mais espaço, com guitarras que me remetem à escola grega. A capa desta vez ficou melhor que a anterior, pois está mais sombria graças à arte desenvolvida por Rafael Tavares.

O álbum se inicia com uma soturna intro orquestrada que logo se aglutina a “Luciférico Hino”, uma faixa longa, mas muito bem dividida e que não a torna cansativa ao ouvinte, muito pelo contrário pois esta faixa já é um ótimo cartão de visita. “The Throne” é outra faixa surpreendente e é nela justamente que eles inseriram o clean vocal. Tiveram uma sacada tão interessante que não usaram com frequência, talvez pra não ficar repetitivo, assim deixando a música ainda mais ímpar.

Chegando à faixa título você já nomeia este álbum como um grande trabalho. A LUSFERUS consegue fazer link entre uma música e outra, digo isso porque quando eles inserem uma faixa acústica como “Silent Bird of Chance” e a entrada da seguinte não vem de forma abrupta. Eles fazem uma introdução que consegue ligar uma a outra. Na seguinte, “Four Concepts Aligned”, eles contaram com a participação de Paolo Bruno (Desdominus). Espero que o leitor entenda que não estou tecendo elogios no mero intuito de vender a imagem da banda, mas sim por este petardo ser de fato uma obra digna de atenção.

O trabalho da banda é Black Metal, mas os elementos heavy são notórios e conseguir fazer esta mescla de elementos sem torná-lo chato não é fácil, pois exige criatividade. E o álbum foi certeiro até no tempo total (33 minutos), tornando-o agradável de ouvir.