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Resenha: novo álbum do Misconducters em destaque no site Brasil Metal História

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Brasil Metal História

Por Leandro Coppi

Se tem uma banda que podemos dizer que é trabalhadora, essa certamente é a MISCONDUCTERS. Afinal de contas, desde que se formou no ano de 2008 na Inglaterra, o grupo que atualmente reside no Brasil vem lançando praticamente um material inédito por ano, entre ‘full lenghts’ e EPs.

Agora, o power trio, que desde o álbum antecessor, “Boundless” (2015), segue sendo integrado por Denfire (vocal e guitarra), Brisa (baixo) e Vitão (bateria), chega ao seu quarto álbum completo com esse “Circadian” – o que representa uma marca verdadeiramente expressiva. O som energético, visceral e explosivo, que não se prende a algum mero rótulo e traz no leque influências nítidas e declaradas de Punk Rock (ouça a empolgante “Reset”, por exemplo), Heavy Metal, Rock Progressivo e Hard Rock permanece conservado, porém, em relação aos trabalhos anteriores, “Circadian” mostra em algumas composições momentos de mais puro experimentalismo e outros em que as raízes da banda estão mais fincadas naquele Rock And Roll básico e sujo, que muitas bandas praticam.

Isso talvez seja fruto das influências inglesas que o líder Denfire encontrou e adquiriu ao longo dos dez anos em que residiu na Inglaterra. Um detalhe interessante é que os ‘backing vocals’ da maioria das músicas parecem ter tido o Crossover como referência. Em “Circadian”, cada música exala honestidade e agrada por sua simplicidade e despojamento. De maneira geral, trata-se de um álbum bastante uniforme, mas vale uma conferida mais atenta em “Misconducter”, pois essa em especial tem uma pegada tão energética, que muito provavelmente ao vivo deve soar ainda melhor.

A citada “Reset”, a própria “Circadian” e a derradeira “Bad Slave” também se destacam. Devido a constância de seus lançamentos, nos resta aguardar o que a moçada do MISCONDUCTERS preparará para 2017. Se for o quinto álbum da carreira, que ele mantenha essa variedade habitual do grupo.