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Resenha: novo material da Drearylands é avaliado pelo redator brasileiro Alex Silva

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Rock Breja

Por Alex Silva

Nota: 08.0/10.0

Quinteto vindo de Salvador, DREARYLANDS com quase 20 anos de experiência, já escreveu seu nome no mural do Metal do nordeste, ao lado de bandas como Headhunter D.C. e Malefactor, só para dizer alguns companheiros de Estado.

Independente de terem ficado, praticamente 10 anos em um hiato, este novo trabalho tem pouco mais de 35 minutos de um bom Heavy Metal, na verdade um EP, distribuído em 7 faixas, enveredando muito na linda do Heavy Metal Tradicional.

O disco abre com a faixa “No Poetry”, é uma música intro instrumental algo que sempre que bem feita, funciona muito bem, principalmente ao vivo pra dar aquela segurada na ansiedade na galera. Tem alguns violões, teclado ao fundo, tudo muito suave. Me pareceu ter até violoncelo e uma guitarra também! O resultado ficou muito bom.

Logo em seguida temos “Collateral Damage”. Faixa com boa pegada, bons riffs de guitarra, andamento e quebras na batera e baixo, o solo também é bem legal, direto, sem muita firula. Na próxima, “Addiction To War”, o batera mostra pra que veio. Muito ágil, rápido e preciso. Novamente os riffs de guitarra deixam sua marca e pra não ficar pra trás, o baixo e suas “paletadas” em certo momento marcam com grande maestria o som deste belo instrumento. Apostaria nesta como música de trabalho para divulgação do primeiro single do disco.

Em seguida temos uma um tanto peculiar, “Incerto Adeus” é a única do disco cantada em português. Particularmente achei esta a mais diferente do disco e não é porque é cantada em português não, o instrumental muito mais elaborado, parece que todos ousaram em experimentar mais nesta faixa. Onde a maioria das bandas fazem discos iguais e músicas muito parecidas, nesta eles ousaram em fazer o diferente, parabéns galera! Experimentem sempre! A próxima, “Demophobia”, achei a mais técnica do disco, riffs muito marcantes, solos bem técnicos, batera bem técnica, baixo acompanhando tudo isso e dando conta do recado e o vocal bem preciso, aparecendo nos momentos certos.

Pra mim, “Learn To Fly” é a melhor faixa do disco. É bem compassada, tem uma melodia simples mas que funciona muito bem. As linhas de voz me fez remeter algo Árabe, aí chega no refrão e muda tudo. Muito boa! Fechando o disco temos “Lady Light” que já começa no 220 volts, mas tudo funcionando muito bem. A cozinha, diga-se de passagem, baixo, batera e guitarra, está impecável e com o passar do tempo volta para o 110 volts, para o normal, até porque à estas alturas os batimentos cardíacos estão à mil.

Parte Gráfica:

Capa muito bem elaborada, com efeitos envelhecidos, também por conta da cor sépia deu um ar vintage à mesma

No Geral:

A DREARYLANDS é uma banda que já tem muito groove, personalidade e, principalmente, os riffs de guitarras são sua identidade, pelo menos neste trabalho. Pesquisando um pouco mais sobre a banda, descobri que das 7 faixas, 4 são inéditas e as outras 3 são regravações, ou seja, os meninos estão vindo com tudo nesta volta e podem acreditar que logo logo terá disco novo! Vale à pena lembrar que não é porque não comentei dos vocais que eles não são importantes neste trabalho, pelo contrário, aqui vemos um vocal grave e bem definido, com ótimos refrães, tudo bem tradicional e que tem um feeling muito agradável. Vão levar 8 cervejas do Rock Breja!