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Resenha: novo trabalho da Drearylands é avaliado pelo redator Clovis Roman

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Fanzine Mosh

Por Clovis Roman

Quatorze anos mais tarde, finalmente, chega as mãos dos fãs de boa música um novo álbum do DREARYLANDS! Até então, o último registro dos caras era “Heliopolis… or Just Another Dreary Season”, de 2003. Após um single ano passado (com três músicas que também estão nesse EP), “No Poetry Lasts” mostra que o grupo não perdeu nada em sua qualidade, e quiçá tenha até melhorado.

A abertura vem com “No Poetry”, faixa título que serve de prelúdio, pois é um belo instrumental calcado no violão. Seus últimos segundos, quando cessam os acordes e entram alguns barulhos de explosões, poderiam ter sido eliminados para emendar com as primeiras notas de “Collateral Damage”, que abre serena mas logo emenda um metalzão de primeira. Sua longa introdução prende a atenção do ouvinte, e seu riff principal, que remete às bandas que esbanjam melodia pros lados da Noruega, é bastante grudento. O vocal quando mais agressivo soa satisfatório, mas nas passagens mais limpas deixa um tanto a dever. Nada, entretanto, que deprecie a obra.

A faixa seguinte, “Addiction To War”, mantém as diretrizes, com outra ótima introdução, assim como “Incerto Adeus”, que surpreende pela letra em português. Curioso notar como a voz limpa de Leonardo Leão soa excepcional em sua língua nativa. A passagem final da canção, entretanto, é o melhor momento da composição. “Demophobia” segue o caminho aberto pelas composições anteriores. Caminho que parece tomar um novo rumo com “Learn to Fly”, uma semi balada de respeito.

Mas a coisa volta aos trilhos originais com a saideira “Lady Light”, que remete aos trabalhos solo do cantor Blaze Bayley. O resultado final é um trabalho consistente e homogêneo, que convence o ouvinte.