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Resenha: novo trabalho do Pagan Throne em destaque no site brasileiro Rock on Stage

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Rock On Stage

Por Fernando Júnior

Nota: 09.0/10.0

Conquistando cada vez mais adeptos, os cariocas do PAGAN THRONE cresceram ano a ano em sua carreira e ao lançarem “Swords Of Blood” em 2015, que é o seu segundo full lenght, colocaram mais uma viga nos alicerces de sua edificação de Pagan Black Metal.

Este novo trabalho foi gravado por Rodrigo Garm nos vocais, Raphael Casotto na guitarra e violão, Eddie Torres no baixo e violão, Hage nos teclados e programações e Alexandre Daemortis na bateria, inclusive o baixista Eddie Torres, mais uma vez cuidou da produção, mixagem e masterização do CD no Michelangelo Studio no Rio de Janeiro/RJ, e a capa que mostra guerreiros bárbaros em batalha é de Marcos Lorenzet, do ArtSpeel Design, com a história de onde o debut “The Way To The Northen Gates” parou.

A instrumental “Invasion”, com seu tilintar de espadas e trotar de cavalos junto ao ritmo beligerante feito pelo tecladista Hage clamam os pelotões para que a faixa título, a “Swords Of Blood” traga os vocais urrados de Rodrigo Garm em um feroz Black Metal ornamentado por trechos que te convocam a reagir ao clima implantado ao seu conceito de ataque através de excelentes variações de baixo, bateria, guitarra e teclados feitas pelos cariocas. Depois com uma linha mais cadenciada, que abre espaço para evoluções melodiosas comandadas pelo guitarrista Raphael Casotto recebemos a “Rites Of War”, que passa com seus vocais extremos totalmente enfurecidos um estilo de marcha até o local de combate para uma sangrenta batalha.

Em “Fallen Heroes”, eles enviaram uma canção mais rápida, com vocais que estão sempre urrados e um ritmo “Heavy Metal” destruidor, que sofre modificações bastante envolventes e que agradarão não apenas aos fãs mais extremos, pois, temos momentos mais viajantes feitos com primazia pelo PAGAN THRONE, que seguem na maior parte pelo Black Metal, mas, flertam surpreendentemente com o Gothic Metal em alguns trechos e sabiamente solicitam a participação dos fãs (obviamente nas versões ao vivo). A longa “Northern Forests” com nove minutos já esteve presente no CD “The Way To The Northern Gates” e mantém praticamente incontrolável a sua fúria exposta em um Black Metal técnico e melódico infestado de vocais guturais, que estão cheios de ódio. Próximo ao final desta quinta faixa de “Swords Of Blood” encontramos um trecho mais Progressivo, que conduz o ouvinte a uma violenta viagem, que vai culminar em um final apoteótico.

Com o barulho do mar bravio, alguns sons estranhos, típicos de um monstro marinho e gaita de fole (que mostram influências Folk), a esmagadora “Beast Of The Sea” aparece desferindo bordoadas por todos os lados com toda a cólera de Rodrigo Garm nos vocais, exceção feita apenas aos solos já citados de gaita de fole e aos solos de guitarra de Raphael Casotto com muita melodia, que se aproximam de um Heavy Metal Tradicional.

Os ares épicos, que trazem a participação de Vivi Alves (ex-Mortarium) em “Kingdom Rises” se modificam para uma canção acelerada, avassaladora e intensa, seja no seu ritmo instrumental ou em seus vocais, inclusive… você deve reparar na potência e velocidade dos solos de guitarra quando eles eclodem. Ao som de passos e ventanias chegamos a “Dark Temples”, faixa instrumental onde os riffs longos e melodiosos do guitarrista Raphael Casotto criam junto aos teclados de Hage uma harmonia bastante interessante, que vai evoluindo de agradavelmente por linhas de Heavy Metal para conquistar o ouvinte.

Depois da leve calmaria, hora de retomar o lado colérico do PAGAN THRONE com a hostil “Path Of Shadows” através de solos de guitarra, baixo e bateria, todos cativantes e eficientes, que tecem uma elevação ótima nos teclados. Porém, a ordem é ‘sentar a porrada’ e isto, esta horda carioca faz com precisão e muitas variações, que enaltecem o lado épico da banda. Por fim temos uma versão acústica para “Pagan Heart” (título do EP de 2013), que ficou muito sombria, calma, Folk e – graças aos dedilhados no violão combinados aos teclados – gostosa de ouvir, aliás… diria que ficou um pouco até progressiva e melancólica.

PAGAN THRONE evoluiu e superou seu primeiro CD com este “Swords Of Blood” sem perder a potência de seu peso, sem perder a fúria de suas músicas, e detalhe… sabendo como flertar com outros estilos agregando mais qualidade em seu Pagan Black Metal. Isso, certamente manterá os admiradores(as) de suas canções entretidos e prontos para conhecerem mais da banda.