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Resenha: novo trabalho do Silver Mammoth é avaliado por Eduardo de Souza Bonadia

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Strike

Por Eduardo de Souza Bonadia

Além do ótimo Heavy Metal Tradicional de sempre e o Hard Rock que renasceram em menor proporção mas que estão atingindo de forma totalmente positiva uma nova geração de fãs/ouvintes (e os velhos também) existem outros “novos” generos que “surgiram” com um grande número de bandas, várias muito boas (e também várias muito ruins também que entraram de gaiatas) numa revival aos anos 60 e aos anos 70, nomes como os ótimos Kadavar, Graveyard, Blue Pills; o que se convém chamar hoje de “Classic Rock”.

Em nosso país como sempre este revival chegou com pouca força e pessoalmente somente esta banda paulista faz e compõem num formato mais próximo as bandas citadas, com o diferencial que enquanto os citados preferem uma produção mais clássica, mais orgânica e com uma sonoridade bem próxima aos tempos de outrora, os paulistanos optaram  por uma produção mais moderna e atual, mas sem exageros.

Seguindo a mesma linha dos ótimos álbuns anteriores Classic Rock mesclado com o Hard Rock setentista (baluartes como Purple e Heep), uma dose de psicodelia mas sem viajarem exageradamente e o famigerado Stoner Rock, que chamo carinhosamente de “Flintstone´s Rock”, um subestilo (mais um, pra que?) que reconheço mas que não sei descrever; dão o tom deste grande álbum.

Em termos de produção e musicalidade o seu trabalho mais sólido e pesado (o que não quer dizer Heavy Metal) com a participação do produtor Rafael Agostino (juntamente  a Marcelo Izzo) que deu os tons certos tanto no órgão Hammond, quanto no Mellotron ou piano; destaco os hardões setentistas maravilhosos “Bewitched”, “Mindlomania”, com um tom de psicodelia “Sadness”, com um clima no estilo do Captain Beyond e caindo numa onda Purpleriana, note que cito estes nomes para dar uma idéia da musicalidade do quarteto, não como uma mera cópia; “Liars” com um refrão bem acessível; o Rock N’ Roll irresistível de “Madman Dog”; a baladaça setentona pesadona “The Time Has Come” com um “q” do bom e velho Heep, fase David Byron, e uma guita Blackmoreana; a bela e viajante “Shining Star”, que lembra o clima de “Solitude” do Sabbath, com voz, violão, solo de guitarra e percussão e o hardão progressivo viajante de “Shock Terapy” que fecha o trabalho de forma magnânima, dentre outras.

Um ótimo trabalho  provando uma vez mais que nossa cena é incrivelmente rica e deve ser mais explorada pelos fãs. Marquem bem este nome: SILVER MAMMOTH!