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Resenha: o blog Taverna dos Gûaranim evidencia o novo trabalho da banda Drearylands

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Taverna dos Gûaranim

Por Lörindir Elwë Singolo

É bom saber que, apesar dos pesares, muitas bandas nacionais estão trilhando o caminho do bom e velho Heavy Metal. Digo isso porque tenho amigos que se desviaram para o lado obscuro do “sertanojo”, mas vamos ao que interessa: mais uma resenha graças aos meus amigos da MS Metal Agency Brasil!

A banda DREARYLANDS é oriunda de Salvador (BA), formada no início dos anos 2000 após a dissolução da Shadows. Na sua discografia constam dois álbuns e dois EPs, sendo o último, “Collateral Damage”, lançado no formato digital em 2016 e que agora possui uma versão estendida no formato físico, lançada pela MS Metal Records, intitulada “No Poetry Lasts”.

O EP “No Poetry Lasts” inicia com uma introdução bem legal. “No Poetry” mostra uma calma, preparando os ouvidos até que, de fundo, parece um acidente, preparando para “Collateral Damage”. Não entendam que esta música seja um acidente, pelo contrário! Um Heavy Metal com toque bem clássico e ao mesmo tempo único. O vocal de Leonardo Leão, com um toque rouco, dá um toque especial na música enquanto a batera de Louis mantém o bumbo duplo batendo forte, e as guitarras de Rafael Syade e Páris Menescal com solos e duetos, seguidos pelo contrabaixo muito bem harmonizado de Marcos Cazé, completando a banda.

Na sequência temos outra música bem legal, “Addiction To War”. “Vício em Guerra”, traduzindo o nome da música. Mais uma vez ouvimos um Heavy Metal sem invencionices, pé no chão e sempre com aquele toque de “tem algo diferente”. Seguindo, temos uma música cantada em português que admiro muito, “Incerto Adeus”. Legal ver bandas cantando na língua nativa, sendo esta outra pedrada na janela! Mais uma ótima interpretação de Leonardo Leão, dosando bem o timbre da voz.

“Demophobia” chega chutando a porta! Mais pesada que as anteriores, mais agitada, mas não menos importante no EP, que já nos faz esperar o que vem no CD. “Learn To Fly” é outra que posso destacar nesse EP, que está mais com cara de full lenght, devido ao tempo de duração. Vocal menos rouco e a mesma levada das cordas e batera. boa música!

“Lady Light” arrisco dizer que tem uma pegada Power Metal, pela velocidade da levada, mas acho interessante a “tirada do pé”, no decorrer da música, para depois engatar novamente uma 5ª marcha e grudar na cabeça. Esta encerra o trabalho em grande estilo, nos deixando com vontade de ver logo outro disco dos caras. Por favor MS Metal Records, não nos deixe na espera!