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Resenha: primeiro álbum do Anita Latina é avaliado pelo redator Gabriel Arruda

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

Dentro no mundo do Rock, a busca de excentricidades é algo que as bandas brasileiras sabem fazer com destreza. A vasta variedade de gêneros,  incrementados numa linhagem alternativa e pesada, é algo que já está no sangue na cultura musical brasileira, partindo desde música latina, MPB e de outros meios musicais espalhados por esse imenso universo. Poderia citar vários nomes como perfis desses sinônimos, mas dentre as novidades, o ANITA LATINA abusa de tudo em seu ‘debut’ álbum, lançado em 2016.

O trio, vindo de Campinas (SP), explora os diversos fundamentos dentro da música, com momentos que entretém passagens que vão do Fusion até a MPB, guiado pelo Rock Progressivo e da psicodelia dos anos 70. O trabalho não chega ser tão intenso e nem mesmo tumultuado, pois aqui tudo é dosado de boa técnica e organização, sistematizando climas que são acessíveis, provindo de boas energias e ambientes que ora são pesados, chegando a ser inquieto e bastante fértil.

A produção do disco vem do Caio Ribeiro, com co-produção do Tarcisio Jr., ambos também fizeram a mixagem e masterização, onde tudo foi realizado dentro do Basement Studio e no Electrosound. E a sonoridade vai de nuances limpas e estruturadas, encaixando peso e técnica no seu exato tempo. A arte, de Lucas Piro, é ousada de inventividade, íconizando um buraco de fechadura e formulas matemáticas no encarte. “Dinâmica” é a palavra certa pra resumir toda a proposta desse trio, diversificando arranjos que transitam até a música nordestina, encontrado na música “Baião”, tendendo encantar pessoas que não são chegadas ao Rock e Heavy Metal.

Começando, “Desert” é imposta de diversas etapas, flertando nuances de Jazz e Rock Progressivo, explorando tempos rápidos e limpos; “Baião”, como dito acima, detecta plásticas nordestinas, indo ao pé da letra do nome, com uma letra totalmente cantada em português e não fugindo da linguagem Rock N’ Roll; “The Day Your Savior Comes” traz influencias mais jazzísticas e técnica, principalmente nas guitarras e na bateria que é fora do comum; “Zomia” é um instrumental cheio de peso, mostrando variação e alternâncias nos instrumentos, imposto de um ambiente ‘rootizante’, encerrando o disco com a progressividade da “Zephyr”, que não deixa de exorbitar da boa técnica do grupo.

Grande trio que promete se destacar pela sua genialidade, pressentindo que podem ir muito longe.