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Resenha: primeiro álbum do Ódio ao Extremo despontando no mercado brasileiro

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Brasil Metal História

Por Leandro Coppi

ÓDIO AO EXTREMO é um nome totalmente condizente com a música dessa estreante banda mineira, tendo em vista que o som praticado por João Mário (vocal), Samuel (guitarra), Stenio (baixo) e Hauny (bateria) nesse primeiro álbum, intitulado “Animal”, é um Hardcore raivoso e agressivo, que escancara mais ainda a fúria do quarteto através das influências que carrega do Thrash Metal, do Grindcore e do Punk.

A raiva também é exalada por meio do conteúdo lírico, em que o grupo dispara impiedosamente contra a injustiça social, a exploração empregatícia, conflitos religiosos, maus tratos aos animais, política, drogas, guerra nuclear, miséria e por aí vai. A pancadaria começa com “Kaos”, uma breve introdução semi-instrumental em que o som da sirene ao fundo funciona como prenúncio do massacre sonoro e verbal que está por vir a partir de “Atentado Terrorista”.

De cara, uma coisa fica clara: a maior referência no som da banda é o lendário Ratos de Porão, não só pelos riffs ardidos de Samuel, mas, principalmente, devido ao fato de que a voz e o estilo de cantar de João Mário são muito similares aos de João Gordo. Por outro lado, há momentos em que também fica perceptível algo de Napalm Death. Não há margem para piedade, é pancadaria o tempo todo na forma de tijoladas como “Descartável”, “Palhaçada Generalizada”, “Merda”, “Inverno Nuclear”, “Futuro Do Brasil”, “Nóia” e, principalmente, “H’odeio”, em que João Mário esbraveja (com toda razão) contra os rodeios, soltando até um recado bem dado aos peões de boiadeiro no refrão: “mete a espora na sua mãe!”.

Algo que favoreceu bastante para o peso cavalar desse álbum foi a produção realizada por Celo Oliveira, responsável também pela mixagem e masterização, que não poliu demais e soube dar a “sujeira” necessária para que a rispidez sonora fosse atingida. De negativo apenas a capa, mas como o que importa é o som, “Animal” garantiu ao ÓDIO AO EXTREMO uma grande estreia.