Contato Anuncie Loja Baixar Distribuidoras Selos Artistas Clipping Assessoria de Imprensa Quem Somos Serviços Agência Home Notícias Joao Duarte J.Duarte Design www.jduartedesign.com
Resenha: primeiro álbum do Ódio ao Extremo é destacado pelo blog Road to Metal

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

Alguém com certeza tiveram (ou tem) ódio por alguma coisa. Isso, claro , é comum na vida de uma determinada pessoa, e com tanta podridão acontecendo no mundo, não há por que de não se sentir com ódio. E quando o assunto é relacionado a isso, não há nada melhor do que expressar a raiva por meio da fúria musical, levando a nos querer matar alguém vivo, só pra não dizer que sou maldoso (risos). Vindo da escola Hardcore/Metal, os mineiros do ÓDIO AO EXTREMO, da cidade de Lavras, chega com tudo em “Animal”.

Logo de cara, o quarteto mostra que faz jus ao seu nome, não demorando muito pra permear sua fúria diante de insanas 13 faixas. É claro que a evasão de firulas e coisas espalhafatosas não é condizente ao modo pratico da banda, mas não deixa de agregar certa técnica em estipuladas ocasiões, pois não há calma que mande em “Animal”, sendo que agressividade, peso e furor, ala Ratos de Porão e D.R.I, são os principais fatores do álbum, esbravejando tudo o que pensam em letras cantadas em português.

Em questão de sonoridade, ai que a banda capricha mesmo, soando ótima e contagiante, com uma produção primorosa Celo Oliveira, no estúdio Coléra (RJ), cuidando também na parte de mixagem/masterização, sucumbindo toda a supremacia extrema do quarteto num grau distinto e elevado, colocando peso sempre em primeiro. A direção de arte ficou por conta do Marcus Lorenzet, fincando uma ilustração que alude ao que passa na parte lírica das músicas.

São 40 minutos de duração, com cada faixa a beira de 2 a 3 minutos, mas que afeta nossos de forma rápida, chamando a gente entrar no ódio da banda e jogar tudo o que vê pela frente no alto, mandando ímpetos esporros para as pessoas nos enchem o saco e nos perturbam da pior maneira possível. Melhor que isso, só mandando um “FODA-SE” e um chute no saco! A porradaria começa sem dó com “Atendado Terrorista”, que detona com riffs absurdos e insanos; “Animal” tem um andamento pouco vagaroso, mas que nos deixa em sintonia pela sua brutalidade, como reflete o refrão da música, reiterado pela rápida “Descartável”, dosando influência de Hardcore e Old School; “H’Odeio” reflete o que se passa nos rodeios do Brasil, que no refrão tem uma bela resposta de quem pratica essa covardia, além de evidenciar a parte rítmica, que mostra equilíbrio e agilidade;

Demais ênfases ficam pela brutalidade de “Merda”, a quebra de cerviz em “Futuro do Brasil”, e das violentas “Palestina” e “Noia”, mandando qualquer adulador ou maria-vai-com-as-outras que costuma idolatrar coisas que não acrescentam em nada. Poderia destacar todas as faixas, mas achei essas as mais relevantes do disco. Sinta-se a vontade! Afinal, seu ódio e o espírito animal são bem vindos.