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Resenha: primeiro trabalho do Inner Call é avaliado pelo redator Gabriel Arruda

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

O Metal Tradicional aqui no Brasil vem persistindo desde os seus prelúdios dos anos 80, com bandas que ainda estão presentes nos palcos e gravando novos trabalhos. Não será preciso citar nomes, pois com certeza muitos de vocês que estão lendo essa resenha já devem ter visto este que vos escreves falando sobre elas em algum texto que escrevi ou num bate papo informal e deleitado. Antes do que nunca, eis que o primeiro trabalho dos baianos do INNER CALL, lançado pela MS Metal Records, chega às minhas mãos.

Arrastando longos anos em atividade e aproximando-se da marca de 10 anos, o quinteto não camufla o poder do Metal Tradicional, preservando o ambiente e a textura marcante da típica elocução do que conhecemos diante da proposta sonora do grupo. Mas, além disso, eles conseguem ser sortidos em suas ideias, adicionando agressividade e melodia numa divisão simultânea e fresca, levando-os a ter uma personalidade própria e um jeito único de compor músicas.

Houve trajetos para cuidar da parte sonora e deixa-la nos seus devidos conformes, com gravações realizadas em São Paulo/Salvador e mixagem/masterização em Porto Alegre, controlado pelo Pablo Nechi, visando um som bem claro e intacto, com cada timbre dos instrumentos soando de maneira forte e pesada; o trabalho visual saca sintetiza o que passa nas letras de cada faixa, onde Matheus Silva e o baterista Luiz Omar fizeram uma obra bem feita e criativa.

Em nenhum momento, os rapazes não se encurvam e sabem do que fazem no ‘debut’ disco, acertando a mão com ótimas coordenações que nos traz grandes repreensões, com cada um mostrando talento e dosando técnica no momento certo, gerando ótimos resultados no final com grandes canções.

O peso do grupo já aparece em “The Dark Ages”, possuindo um trabalho rítmico forte, adicionando backing-vocals femininos no refrão; “Ride From Hell” traz linhas de guitarras não tão cadenciadas, mas cheio de melodias abrangedoras; “Reason” destaca pela técnica e das esmeras melodias, envolto por solos harmoniosos; a longa “Inner Call” seja, talvez, a mais tradicional, onde guitarra, baixo e bateria seguem o mesmo caminho sem muitas notas, além do refrão memorável;

Demais destaques ficam por conta da rápida e intensa “Bad Minds” (tendo certo QI de Thrash Metal), assim como a derradeira “I’m Back (This Is Rock N’ Roll)”, evidenciado mais vitalidade e atitude, como o próprio alude e diz. Esperando o mais recente disco chegar até mim, que deve ainda melhor que o primeiro.