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Resenha: primeiro trabalho do Ódio ao Extremo em destaque no site Pólvora Zine

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Pólvora Zine

Por Écio Souza Diniz

Nota: 09.0/10.0

Direto da cidade sul-mineira, Lavras, o ÓDIO AO EXTREMO, formado em meados de 2012, chega rasgando o verbo neste debut com um Crossover direto, cru e sem concessões. Atualmente composta por João Mário (vocal), Samuel (guitarra), Bruno Lelis (que entrou no lugar de Stênio, o baixista que participou da gravação) e Hauny (bateria), a banda arregaça as mangas para através de sua porrada sonora tratar de temas sócio-políticos que hoje assolam a humanidade.

A gravação e produção de uma forma geral obtiveram boa qualidade, destacando ainda mais o peso e agressividade das músicas. A faixa “Atentado Terrorista”, que também recebeu o primeiro videoclipe promocional da banda, chega arrebentando tudo com uma pegada que oscila claramente entre o Thrash old school e Grindcore a lá Napalm Death. Na sequência, a faixa-título não deixa por menos e é calcada no Thrash de nomes como Claustrofobia e Exodus (com Rob Dukes), mostrando um final avassalador inesperado.

Em “Descartável” o Hardcore influenciado especialmente por Ratos de Porão arrebenta os ouvidos. Mas o ponto alto de ódio contínuo e ininterrupto é comandado pela trinca “H’odeio”, “Palhaçada generalizada” e “Merda”, que também se destacam em técnica e dinâmica variada. Em “Futuro do Brasil” é traçada com fúria um bom panorama caótico de nosso país e a nossa luta e resistência para viver aqui. Com um refrão marcante, “Não” entoa um grito brutal contra qualquer subordinação e alienação gananciosa da sociedade.

Para fechar com uma cacetada só, “Nóia” discorre sobre uma das maiores complicações sociais que o Brasil possui atualmente: o crack. A batera é algo que se destaca com força em todas as músicas, não só pelo seu peso, mas suas viradas diversificadas e  precisas. São discos assim que mantêm a força histórica do som extremo mineiro e agregam qualidade ao underground nacional.