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Resenha: segundo álbum do Noturnall é avaliado pelo redator brasileiro Victor Freire

Resenha de CD originalmente publicada pelo portal Whiplash!

Por Victor Freire

Nota: 08.0/10.0

Nesse dia frio aqui de outono comecei a audição do “Back to f*** You Up”, novo álbum do NOTURNALL.

Em meio ao som dos protestos e do hino nacional, sou surpreendido pelo peso da faixa-título, “Back to f*** You Up”, e por que censurei? não pode dizer palavrão aqui, porra? Brincadeiras a parte, a música está muito pesada, a guitarra está marcando presença e o refrão ensaia em entrar em algo melódico, mas não, mete peso na sua cabeça. Destaque para o coro “back to fuck you up”, isso ao vivo ganhará uma vida gigantesca.

Logo em seguida mais “Zombies” vem no álbum. Mas, não tinha “Zombies” no primeiro? Sim, mas zumbis nunca são demais. Então, mais “Zombies” no NOTURNALL. A música também intitulada “Holy Trinity” continua com o peso da faixa-título no início, mas logo abre espaço para uma melodia um pouco mais lenta, com direito “two-hands” no baixo por Fernando Quesada, muito legal essa parte. Essa música, antes que você pergunte, não lembra em nada a “Zombies” do NOTURNALL, álbum de estréia da banda.

O que me ocorreu foi se eles vão ficar lançando uma música com o nome “Zombies” em todos os álbuns. Vamos lá para o raciocínio. O “zumbi” pode ser utilizado como um “Eddie” pela banda, o que daria toda uma identidade e, além disso, colocar uma música com o nome “Zombies” — mudando apenas o segundo título — também daria uma outra cara para essa mascote. Enfim, foi só uma ideia, não sei se a banda pensou nisso.

Voltando à música, ela traz uma variedade muito grande de riffs, principalmente na parte do solo. Outro detalhe, abrindo aqui outro parêntese, é com relação à temática do álbum. O NOTURNALL levou o “fuck you up” ao pé da letra. Todas as músicas mencionam de certa forma a crise política/econômica que vivemos, o que foi traduzido na capa do álbum — com destaque para o congresso, em Brasília/DF e o símbolo da Petrobras. Nessa mesma vibe “Fight the System” dá continuidade ao álbum, com direito a estrofes cantadas em português, ficou muito legal. Volto a destacar a imensa qualidade dos músicos, Léo Mancini está destruindo tudo (no bom sentido) nessa música, e Aquiles? Não precisa nem falar nada.

Com vocais guturais no início “Major Covers Up” continua o álbum. Essa música é muito pesada e tem um refrão muito massa. Gostei da passagem do teclado, pelo Junior Carelli, no refrão. Até o momento essa foi a que mais me chamou a atenção, principalmente quando imaginei ela sendo tocada ao vivo. Por falar em show/turnê, o NOTURNALL não será mais uma banda “estreante”, então, imagino que essa próxima turnê deles terá bem mais sucesso. Acompanhei o show deles em Mossoró/RN, merecia ter tido mais público, mas, como Fernando me disse na época, é o que eles estavam esperando para o momento. Mas, o profissionalismo da banda foi algo a ser notado. Eles tocaram como se tivessem tocando para 100.000 pessoas, com o mesmo entusiasmo. Eu, sinceramente, espero uma turnê melhor, eles merecem, a banda trabalha muito, mas um álbum de qualidade (pelo menos até o momento), além de ter lançado o DVD, enfim, eles logo estarão no lugar que merecem.

Na mesma levada, “Industry of Fear”, não fica abaixo das outras músicas até agora. Eles continuaram com a mesma fórmula, versos pesados e refrão com tons melódicos. Não destaquei ainda, mas, todos os elogios feitos a todos são estendidos para Thiago Bianchi, o trabalho dos vocais está muito show e ele está mostrando tudo (ou um pouco) do que ele é capaz. Tive a impressão que eles repetiram um riff nessa música, não sei se era a intenção, funcionar tipo como uma continuação.

Diminuindo um pouco a velocidade, escuto um violão em “This is Life”, com a entrada do teclado logo em seguida. O nível estava muito intenso, precisávamos de uma pequena “pausa para respirar”. A música é uma balada, gostei no álbum, mas no âmbito geral, não foi minha favorita, se é que você me entende. E, acabando com “baladinhas”, a sonorização de fogo (o que me fez lembrar da capa do álbum) inicia “The Green Disease”, trazendo todo o peso das músicas de volta. Todo álbum tem a música da cerveja (aquela que você sai bem rápido para ir no bar, enquanto a banda executa), essa é a do “Back to f*** You Up”. Pulando para “We Are Not Alone”, um som sintético inicia a faixa, dando logo espaço para um riff bem pesado, acompanhado de um ataque na bateria/baixo. O início da música não é pesado, lembrando um pouco as progressões do Kamelot. Essa é a mais longa do álbum, com 7 minutos de duração, está bem variada.

O início progressivo é usado também em “Rise Now”!. Essa música tem uma levada um pouco mais “leve”, lembrando um pouco Sugar Pill, do primeiro álbum. Do jeito que o álbum tem a “balada”, essa é a parte “melódica”. Notas alegres, refrão alegre. Não sou muito fã desse tipo de música, mas, não era fã de Sugar Pill, e achei ela uma das melhores do show, então, vai entender isso?! Se eles mantiverem a média de 1 música por álbum, para mim já está bom, brincadeira. Isso acho que é para agradar a parcela de fãs mais “melódicos”. Querendo ou não, por terem tocado no Shaman, os integrantes (assim como Aquiles, com o Angra) herdaram um pouco dessa veia melódica, o NOTURNALL meio que tenta libertar todos, incluindo peso nas músicas. Mas, a veia melódica dos refrões dar um caráter à música, deixa ela com uma cara própria, um estilo próprio, melhor dizendo.

Para encerrar o álbum, “Sick and Tired of it All”. Um “hater” pode dizer que essa música diz que estamos cansados do álbum, mas, p*** nenhuma! Essa música dar toda uma energia a mais. Ela é rápida, aquela típica música para entra no moshpit. A ponte em coro será — com certeza — outro destaque ao vivo. E, para completar, refrão melódico. Apesar de terem usado essa fórmula em quase todas as músicas, não achei elas cansativas, ou parecidas, por assim dizer. Cada uma tem sua própria “cara”.

Terminando a audição, fiquei com a impressão de que o NOTURNALL absolveu um pouco daquilo que os fãs estavam gostando nos shows e traduziram nesse álbum. As músicas estão pesadas e com refrões que tendem a ser marcantes. A linha do álbum NOTURNALL foi seguida, só que senti mais peso nas novas músicas. A guitarra ficou com aquele timbre dos shows, sem ser “sombria” demais, o que gostei muito.

Então, galera, espero que tenham curtido a resenha e seja você fã de melódico, ou Heavy Metal, pode adquirir sem medo o álbum. Você não se decepcionará.