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Resenha: segundo trabalho do Warcursed em destaque no blog Recife Metal Law

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Recife Metal Law

Por Valterlir Mendes

Não houve um grande lapso temporal entre o lançamento do ‘debut’ álbum e o novo disco da banda paraibana WARCURSED. Sendo assim, mudanças abruptas na sonoridade da banda também não ocorreram, mas há de convir que o aprimoramento técnico pode ser conferido com maior ênfase em “The Last March”.

A banda ainda faz o seu típico Death Metal, com algumas nuances do Thrash Metal, porém com uma dose maior de melodias, mas sem descambar para o famigerado e tão – ainda hoje – criticado Melodic Death Metal. As músicas estão bem coesas, entre si, mas isso não significa que tais músicas soem iguais, pelo contrário, mostra o que o WARCURSED quis fazer, nesse disco, em termos musicais, ou seja, musicalidade forte e técnica, mas, nunca, deixando o ‘feeling’ de lado, o que é de suma importância dentro da música.

Os vocais graves de Jean Sauvé (também baixista e que deixou a banda) mais uma vez acrescem à sonoridade do WARCURSED. E tais vocais saem do lugar comum, em se tratando dos típicos vocais guturais do estilo. A densidade apresentada na ‘cozinha’ formada por Jean e Marsell Senko (bateria) é incrível, e não deixa lacuna nas músicas. As guitarras de Richard Senko e Eduardo Victor também merecem menção honrosa, pois são de grande importância para a sonoridade do WARCURSED, seja nas bases, riffs e solos. Grande exemplo de ótimo trabalho da dupla é na ótima “Deathmachine”, música que faz uma homenagem ao underground nordestino (não é algo inovador, mas tanto a letra como a música ficou ótima).

Sobre a parte lírica, a banda sempre teve um grande trabalho nesse lado, e dessa vez não foi diferente. A gravação está num ótimo patamar, mesmo sendo a parte instrumental gravada em estúdios diferentes. Ponto para a produção da banda e do experiente Victor Hugo Targino. A capa trouxe diversos detalhes, num tom esverdeado, e casa bem com a proposta musical do WARCURSED e com o título do álbum.

“The Last March” é uma extensão natural de “Escape From Nightmare” sem significar, necessariamente, que o álbum soe igual ao seu antecessor. Lembrando que o momento mais calmo só é encontrado na silenciosa “Intro” de 27 segundos, que abre o álbum.