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Resenha: último trabalho de estúdio do Malefactor é avaliado pelo redator Marcos Garcia

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Metal Samsara

Por Marcos Garcia

Nota: 10.0/10.0

O Metal nacional, para aqueles que realmente o conhece bem e com profundidade, que está inserido na cena do Metal com militância e não se entrega a tendências midiáticas das redes sociais da internet, sabem o quanto ele dá frutos ótimos em meio às dificuldades de nosso país, e é um imenso prazer ver trabalhos sublimes surgindo, e ‘Anvil of Crom’, do experiente sexteto baiano MALEFACTOR, mostra o quanto essa força e versatilidade pulsam nas veias de nosso povo. E a Eternal Hatred Records bancou o desafio e colocou nas lojas.

Este sexteto sempre nos surpreende com sua música inclassificável, sempre mixando bem influência de Metal Extremo com nuances de Tradicional e mesmo elementos de música clássica aqui e ali sem pudores e medo de ousar, e esse novo, dão mais um passo adiante, mostrando que ainda possuem muito a dizer. Vocais que se alternam entre o normal, o gutural e o rasgado sem medo, riffs absurdamente bem feitos e solos melodiosos (além de belíssimas partes limpas), teclados climáticos e intensos, baixo e bateria formando uma unidade técnica e pesada. Resultado: uma música de muito bom gosto, bem diversificada e pesada.

Gravado no Revolusom Studios, em Salvador (BA), e produzido por Marcos Franco e Vitor Marcos, que também mixaram e masterizaram o trabalho, a sonoridade do disco soa limpa e elegante, mantendo aquela rispidez necessária à música da banda, mas sem deixar que cada mínima nuance do trabalho fique oculta. Já a arte, toda em um belíssimo digipack de três páginas, é linda, em um trabalho criado pela própria banda e cuja tarefa de trazer para o mundo visível ficou a cargo de Marcelo Almeida. A ambientação para a música da banda está de alto nível.

Musicalmente, as dez faixa de ‘Anvil of Crom’ são essenciais, mostrando um trabalho musical maduro e desenvolto, com pontos altos em ‘Elizabathory’, uma faixa longa e bem trabalhada, com belíssimas guitarras em riffs dobrados e grandiosos vocais, e corais lindos; a mais ríspida ‘666 Steps to Golgotha’, com muitos momentos mais soturnos e outros limpos, andamento bem variado, onde teclados e base baixo/bateria se destacam bastante, fora a diversidade vocal e participação especial de Eregion (Unearthly); a grandiosa, belíssima e épica ‘Anvil of Crom‘, introduzida por belo dedilhado do baixo e guitarras limpas, com a voz natural forte de Lord Vlad mostrando sua força, até que a música ganha peso e um andamento instigante, com excelentes corais, e isso sem mencionar os momentos mais agressivos e belíssimos solos de guitarra; a destruidora de toda forma de pensamento limitante em termos de música ‘Blood of Sekhmet’; ‘Trevas’, que apesar do título, é cantada em inglês com várias passagens em latim, mas uma canção forte e com boas variações de andamento; ‘A Guerra Virá’, essa sim cantada em português, e com um dinamismo absurdo em seu andamento ganchudo, e mais uma participação especial: Hécate do Miasthenia nos vocais;  e ‘Into The Catacombs (Goat of Mendes)’, outra faixa bem épica e pesada, com backings fortes e bases de guitarras abusivamente pesadas e variadas.

Mais um daqueles discos que teimam em não sair do CD player, e que é mais uma joia rara que esse sexteto brilhante cria. Aliás, que fique claro: 22 anos de estrada realmente fazem a diferença.