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Resenha: novo álbum do In Torment é avaliado pelo redator brasileiro Fernando Júnior

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Rock On Stage

Por Fernando Júnior

Nota: 08.0/10.0

Inicialmente batizada como Torment no primeiro semestre de 1997, os gaúchos da cidade de São Leopoldo começaram a trilhar os caminhos do Death Metal com o lançamento da Demo-Tape “Hypnotized By The Profane Flames” em 1998, mas cessaram suas atividades pouco depois para retornarem já com o nome de IN TORMENT em dezembro de 2003, quando disponibilizaram a segunda Demo-Tape com “The Prelude To The Human Suffering”, que levou ajudou a banda a conseguir abrir um show para o Cannibal Corpse no ano seguinte.

Com o sucesso obtido nestes primeiros anos, a banda a assinou com a Rapture Records e a gravou o seu primeiro CD, com o título “Diabolical Mutilation Of Tormented Souls” em março de 2006, que foi muito bem aceito no Brasil, América do Sul e Norte, Europa e Ásia, que garantiram aos gaúchos vários shows pelo nosso país e uma apresentação em Assunção no Paraguai. Em 2009, atacaram com o single “The Realms Of Perception” e dois anos depois, o segundo CD, o conceitual “Paradoxical Visions Of Emptiness”, que manteve o mesmo estúdio e produtor do primeiro álbum, que foram respectivamente Hurricane Studio e Sebastian Carsin. Este segundo trabalho também alcançou grande aceitação e possibilitou ao IN TORMENT se apresentar ao lado do Vader, Artillery e Exhumer, sendo que entre julho e agosto de 2012 fizeram sua primeira turnê europeia em países como Alemanha, Itália, Croácia, República Checa, Polônia e Hungria ao lado de Suffocation, Sinister e DRI. Incansavelmente em março de 2013 foi lançado o EP/DVD “The Flesh Gateway” e mais outra turnê realizada, com uma data de atração de abertura para o Morbid Angel.

Para 2014, o IN TORMENT se concentrou na gravação de seu terceiro CD, cujo título é “Sphere Of Metaphysical Incarnations”, que teve seu processo de gravação conduzido pelo mesmo Sebastian Casin no seu Hurricane Studio em Porto Alegre/RS entre janeiro e fevereiro de 2014. A mixagem e a masterização são assinadas por Zack Ohren (que já cuidou de nomes como Suffocation, Immolation, Decrepit Birth, Carnifex, Cattle Decapitation, Severed Savior, Deeds of Flesh e outros) e foi realizada no Castle Ultimate Studios nos EUA. A capa foi criada pelo guitarrista Rafael Giovanoli e pelo baixista Bruno Fogaça e os membros do IN TORMENT, que são Alexandre Graessler na guitarra, Dionatan Britto na bateria e Alex Zuchi nos vocais. “The Unnatural Conception” abre o disco tal qual uma explosão nuclear de tão pesado que é o Technical Death Metal do IN TORMENT, pois, está cheia de vocais insanamente guturais, que contam a história do nascimento da esfera do poder. E a avalanche extrema continua com “Divine Universal Awareness”, que mantém os vocais guturais, além do ritmo colérico e dilacerante praticado pelos gaúchos em suas linhas brutais, pois, ante ao caos desenfreado que temos, nota-se o cuidado das partes instrumentais para que tudo soe correto, mas de forma esmagadora.

Nem se percebe quando o andamento estrangulador continua na terceira faixa de “Sphere Of Metapysical Incarnations”, a “Into Abyssal Landscapes”, que segue tão intensa e com tantos urros, que só digo uma coisa: esta foi criada para martelar sua mente mesmo, sem dó ou piedade. A destruição prossegue após algumas breves e sinistras narrativas com “The Thresold (Transcending The Matter)”, que só difere das demais por apresentar um andamento com algumas partes mais cadenciadas, porém, o que temos aqui é uma violenta composição que é urrada a enésima potência, que deixa o espaço para a eclosão de alguns solos de guitarras mais melodiosos e vocais ainda mais extremos. Com os reluzentes solos de guitarras feitos por Alexandre Graessler e Rafael Giovanoli, que mais parecem metralhadoras em ação e seguem em um ritmo deveras feroz, que ao decorrer torna-se mais cadenciado, chegamos na faixa título, a “Sphere Of Metaphysical Incarnations”, onde você deverá reparar na enormidade de ‘triggers’ arrasadores que temos na bateria de Dionatan Britto e também em como Alex Zuchi detona com seus vocais cavernosos em fortificadas mudanças de andamento.

Em “Far Beyond Mortality” somos expostos aos velozes solos do baterista Dionatan Britto e aos eficazes riffs dos guitarristas Alexandre Graessler e Rafael Giovanoli, que trazem uma verdadeira devastação sonora imensa, que são amplificadas pelos monstruosos guturais de Alex Zuchi e graças a esta somatória de bordoadas por todos os lados, o resultado não é outro senão te causar aquela vontade de mergulhar em um ‘circle pit’. E o IN TORMENT não para por nada… é pancada em cima de pancada, e isso continua freneticamente em “Mechanisms Of Domination”, que em meio aos seus raivosos urros e vários solos de guitarras destacam a participação de Renato Osório do Hibria em mais uma apocalíptica canção de “Sphere Of Metalphysical Incarnations”. A seguinte é a aniquiladora “The Extinction Process”, cujos vocais guturais estão mais coléricos do que nunca (talvez com os mais violentos do disco) e a parte instrumental ficou realmente intensa e matadora. Para se tentar respirar um pouco, o IN TORMENT termina o CD com a instrumental “Be Holding The Ever Lasting”, onde ouvimos algumas narrativas que concluem o conceito incrustado neste “Sphere Of Metalphysical Incarnations” em seu andamento de longos solos de guitarras, que serviram para evidenciar o trabalho do baixista Bruno Fogaça.

Aos seguidores do Krisiun, Morbid Angel, Cannibal Corpse e tantas outras, sabiam que temos no Rio Grande do Sul – mais precisamente na cidade de São Leopoldo – outra competente banda de Technical Death Metal, que apresenta um álbum triturador com este “Sphere Of Metaphysical Incarnations”, que te envolve pela habilidade aplicada em seus estridentes trinta e três minutos. Creio que além de ouviremos falar muito do IN TORMENT no futuro, pois, com esta pedrada eles asseguraram o seu lugar no cenário extremo brasileiro e muito provavelmente no mundial, já que o álbum foi lançado nos E.U.A. pela Sevared Records e na Europa pela Pathological Explicite Recordings.