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Resenha: álbum do Kattah em destaque no Território da Música

https://www.msmetalagencybrasil.com/ptbr/wp-content/uploads/2012/03/capa-kattah1.jpgResenha de CD originalmente publicada pelo portal Território da Música

Por Eduardo Guimarães

Formada em 2006 no Paraná, a Kattah é uma banda que chama atenção – num primeiro momento – pela proposta de unir elementos da cultura árabe ao Metal e à música brasileira. Pelo menos isso é o que está escrito no release.

Na prática, esses elementos árabes que inspiraram o nome da banda pouco aparecem no decorrer de “Eyes of Sand”, mas quando se fazem presentes dão uma identidade bem peculiar ao som da banda, como em “Illusion of Dreams” ou “I Believe”.

O grupo conta com Roni Sauaf (voz), Victor Brochard (guitarra), Pablo Parra (guitarra), Jean Buzzello (baixo) e Cristian Alex (bateria). O que o Kattah apresenta em seu debut é um Power/Melodic Metal em que a técnica individual dos integrantes não encobre o principal, que são as canções.

Chama atenção logo na primeira audição a clara influência que Andre Matos exerceu sobre o vocalista Roni Sauaf. Principalmente na fase de início do Angra. Mas a sonoridade da banda traz outras outras influências além do Angra e da banda ‘irmã’, Shaman.

A qualidade técnica do álbum é muito boa. Som límpido, com todos os detalhes perfeitamente audíveis, o que se torna mais perceptível ao ouvir as músicas com bons fones de ouvido. Ponto para Fernando Quesada, baixista do Shaman, que foi o responsável pela produção do álbum.

“Eyes of Sand” traz oito faixas originais e mais uma versão editada de “Lebanese Aura”, um dos destaques do disco. A música começa com um clima misterioso e sonoridade típicamente árabe que vai ganhando corpo até a entrada de um ótimo riff extremamente pesado. No decorrer a música alterna momentos mais melódicos com outros mais rápidos.

As guitarras fazem ótimos trabalhos no disco, principalmente quando produzem melodias marcantes, como no início e ao fim de “This Fire”. Todas as músicas trazem muitas variações em suas melodias, o que deve agradar quem prefere algo mais Prog. Uma música que parece ter um toque mais tradicional é “Groupies”, mais quadradona, com um ‘riff’ marcante no início.

Na instrumental “Maracatu” o grupo deixa um pouco mais à mostra suas origens brasileiras, principalmente na introdução da bateria. Mas também traz trechos com os típicos instrumentos árabes. O que pode ser considerado uma boa síntese do que é o trabalho do Kattah nesse primeiro disco.

Apesar da base do Kattah ser o velho conhecido Power/Melodic Metal, esses elementos diferentes são bons atrativos ao som da banda.