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Resenha: debut álbum do Serenity in Fire é avaliado pelo redator Leandro Vianna

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog A Música Continua a Mesma

Por Leandro Vianna

Nota: 08.0/10.0

Falar da capacidade impar que Minas Gerais possui para gerar bandas de qualidade dentro das vertentes mais extremas do Metal é “chover no molhado”. Nomes do passado e do presente, como Sepultura, Sarcófago, Sextrash, Holocausto, Uganga, Deathraiser, Eminence, Denkell Reiter, dentro muitos outros, estão ai para servir de exemplo a respeito de tal afirmação. Fundado em 2006 na cidade de Sete Lagoas e hoje formado por Jiusepe Gáspare (Vocal/Guitarra) e André Leão (Baixo/Vocal), o SERENITY IN FIRE é mais um nome que surge para honrar com tal tradição.

O duo (a bateria foi gravada por André Bastos, do Pleiades) aposta em um Thrash Metal brutal, que chega a resvalar no Death Metal tamanha a sua violência e que certamente irá remeter a nomes tradicionais não só da cena mineira (Sepultura, Chakal, etc) como também mundial (Kreator). O peso e a intensidade empregados aqui me impressionaram, já que a música do SERENITY IN FIRE, apesar de boas melodias aqui e ali não é lá chegada a fazer concessões, sendo bem direta e agressiva. Um fator muito importante que encontramos em “Give Him Your Soul” é a diversidade das músicas, já que tiveram a manha de não apostar em velocidade o tempo todo, alternando esses momentos com outros mais cadenciados e bem grooveados. Talvez por isso, mesmo fazendo um som com pegada mais tradicional, conseguem não soar datados, dando uma cara atual a sua música. As oito músicas aqui presentes (a primeira é uma introdução) são de grande qualidade, mas os maiores destaques certamente ficam por conta de “Fire Burns the World”, “Kill Believers”, “Master of Darkness”, “Die… My Symphony (Destruction)” e “A Step (For Destruction)”.

O trabalho possui uma produção dentro da média e condizente com o estilo adotado, ficando a cargo da própria banda, tendo a mixagem sido feita por Fabiano Penna e a masterização por Neto Grous. Já a bela e instigante capa é obra de Jean Michel. E mais uma vez Minas “Hellrais” mostra que não sou exagerado quando a chamo de Noruega brasileira, já que mais uma vez nos presenteia com um nome de qualidade para a cena do Metal nacional. Se é a água(rdente) que bebemos, se é o pão de queijo que comemos (certamente amassado pessoalmente pelo Capiroto), isso eu não sei, mas que daqui só sai coisa boa quando o assunto é música extrema, não existe dúvida. Está ai o SERENITY IN FIRE que não me deixa mentir! “Trem bão dimais!”.