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Resenha: EP de retorno da banda The Cross continua em evidência na mídia brasileira

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

A importância do Black Sabbath para o Heavy Metal foi enorme! E isso não pode se negar, pois grande parte do que vemos hoje é graças ele. Afinal, o que seria a música pesada, resultando no Heavy Metal, sem eles? Mas fora isso, por conta da plástica sonora deles, foi criado um gênero soturno e sombrio: o Doom Metal, que não é plausível pra muitos, mas que tem grandes bandas como Candlemass, Paradise Lost, Cathedral, Trouble e entre outras. E aqui no Brasil, temos os baianos do THE CROSS, fazendo jus ao estilo EP “Flames Through Priests”.

Pra quem achas que estamos diante de uma novidade estão muito enganados. A banda, formada em 1990, é considerada a pioneira do estilo aqui no Brasil, ficando 18 anos parado, retornando apenas esse ano. E nesse seu primeiro trabalho fonográfico, o quinteto investe numa sonoridade parruda, lenta, arrastada e crua, com guitarras ardentes e altivas, norteados pelas ótimas variações rítmicas, adicionando também um pouquinho de Death Metal, explicito nos vocais do Eduardo Slayer.

A produção foi chefiada pelo Eduardo, sendo que a parte de engenharia é ordenada por Sidnei “Grim” Falcão, no SD Studio. E o que vemos aqui é uma sonoridade bem crua e mórbida, mas ao mesmo tempo suja, não significando que a qualidade das músicas seja de baixo nível, pois as músicas demanda esse tipo de proposta, apenas de haver momento limpos e claros em algumas ocasiões. A capa, desenvolvida por Alex Rocha, é tenebrosa, exemplificando o que é passado no instrumental e nas letras.

Nesse trabalho, a banda ousa em músicas mais longas, que ora há mudanças de andamento e ritmo, mas que não chega a esgotar os ouvidos, podendo ouvir o disco abertamente e se atentar a cada arranjo de guitarra, que ficou ótimo em todos os detalhes. O EP inicia com duas inéditas, a primeira é “Cursed Priest”, que é repleto de mudanças de andamento, mantendo o clima tétrico e lutuoso, havendo também momentos mais melancólicos e limpos; “Sweet Tragedy” é ainda mais sinistra que a anterior, vindo de guitarras pesadas e gordurosas, havendo bastante técnica na parte rítmica; “Flace Of Deceit”, “The Fall” e “Scars Of An Ilusion”, faixas da primeira Demo Tape, completam o EP como faixas bônus. E, claro, a produção é muito abaixo das duas inéditas,  mas é uma forma de poder resgatar o inicio da banda.

Que a volta desses baianos persista por muito tempo, nos trazendo grandes trabalhos e novidades daqui pra frente.