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Resenha: mais uma avaliação positiva do segundo álbum da The Brainwash Machine

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog A Música Continua a Mesma

Por Leandro Vianna

Nota: 09.0/10.0

Acho curioso como no Brasil, quase não se têm conhecimento do que é feito no cenário do Metal na América do Sul. Eventualmente temos algum contato com bandas Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, mas bem menos do que penso que deveria ser. Quantas bandas desses países você vê excursionando por aqui? Em contrapartida, têm sido cada vez mais comum bandas brasileiras fazendo turnês pela América do Sul.

O THE BRAINWASH MACHINE é oriundo da Colômbia e “A Moment of Clarity” é seu segundo trabalho de estúdio. A aposta do sexteto é no Metal Progressivo, seguindo uma linha próxima do Dream Theater, mas com saudáveis influências que Jazz/Fusion e Rock Progressivo dos anos 70, o que acaba gerando uma personalidade própria para sua música, dando a ela a dose de originalidade necessária para se diferenciar da concorrência. Sim, os caras são virtuoses, absurdamente técnicos, suas composições são cheias de passagens intrincadas e mudanças de ritmo, requintadas e com excelentes arranjos, ou seja, tudo aquilo que você espera encontrar em um álbum do estilo, mas ao mesmo tempo é uma música fácil de ouvir. Contrassenso?  Que nada. Os caras tocam com uma paixão latente e em momento algum abrem mão do peso e da musicalidade, provando de uma vez por todas que se pode sim, demonstrar muita técnica e ainda soar agradável aos ouvidos daqueles que não são fanáticos pelo estilo. Pesa muito também o fato de não apostarem em faixas longas, já que mais da metade do álbum fica na casa dos 4, 5 minutos e as que ultrapassam isso, apenas uma passa dos 6. Os maiores destaques aqui ficam por conta de “The Brainwash Machine”, “I Live In Fear”, “Animal Obsession”, “Dennis” (uma das instrumentais mais legais que já escutei, contando inclusive com adição de um sax no final), “A Moment of Clarity” e “Hellbound”.

A produção ficou a cargo do guitarrista Álvaro Cote (que também fez a mixagem) e do tecladista Jorge Arango, enquanto a masterização foi feita por Felipe López. Beirou a perfeição, deixando tudo limpo, claro, totalmente audível, mas mantendo o peso necessário para uma banda de Metal. A parte gráfica do trabalho também é muito bem feita, digna de elogios (méritos para o trio Carolina Gómez, Carlo Jaime Egurrola e Santiago Uribe) e de muito bom gosto.

Sinceramente, acho que já passou da hora do headbanger brasileiro olhar com muito mais atenção a cena sul-americana, pois ela cada vez mais gera bandas de qualidade incontestável. Se gostar não só me Metal progressivo como de boa música, dê uma chance para “A Moment of Clarity” e se surpreenda com o que o THE BRAINWASH MACHINE tem a oferecer!