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Resenha: mais uma avaliação positiva para o debut álbum do Machinaria

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

O Heavy Metal sempre permitiu que houvesse dobras e diversificações na criação de alguma música e também na direção de alguma banda, e ver isso diante de uma agressiva e azeda, colocando o Thrash Metal como exemplo, é algo que nem todas as bandas (não desmerecendo ninguém) conseguem equilibrar, mantendo as coisas retas, mas que, ao mesmo tempo, dosa momentos técnicos no meio de tanto peso. Vindo de Bagé (RS), o MACHINARIA coloca toda essa aptidão em seu primeiro álbum, “Sacred Revolutions/Profane Revelations”.

A inspiração pelo Thrash Metal, claro, é nociva de cima a abaixo, mas não espere coisas que trilham a velocidade e a porradaria, pois aqui os gaúchos transparecem o Heavy Metal Tradicional e Progessive Metal dentro do seu Thrash abrasivo e arrojado, deixando a musicalidade do grupo refinada com melodia e técnica bem encaixadas. O disco, na certa, vai dominar a audição dos que são devotados por Pantera e Metallica, principalmente no disco “And Justice For All…” (1988), que há uma forte assimilação.

A produção ficou designada pela própria banda, sendo que a mixagem e a masterização foram feitas por Bruno Dachi (baterista). Em consequência disso, a sonoridade gradua andamentos grudentos e latejantes, reforçando cada timbragem de guitarra e levadas de bateria, que são executadas deleitávelmente. A questão da arte, elaborada por Luciano Ferraz, alude, de forma explicita, o conceito passado no disco, que retrata sobre o período da Idade Média nas letras.

Dinamismo e domínio são superabundecidos, pois o grupo consegue ter domínio e criatividade nos seus arranjos, permeando momentos de pura hostilidade, contentados pela sabedoria técnica e pela ascensão musical que o grupo possui. De cara, começo a apontar a faixa de abertura, “Iconoclast”, que nivela velocidade e cadencia nos riffs de guitarra, que engrandece com bons solos; “Scapegot” é destaca pela rispidez e da empolgação do grupo, havendo momentos de pura energia e agressividade (os vocais azedos a lá Phil Anselmo e os ligeirizmos andamentos de bateria são a prova disso); “Act Of Justice” vem ainda mais carregada, que já chega impactando pelo peso vindo das partes rítmicas, tendo nuances e andamentos diferentes, que ora lembra “Ace Of Spades”, do Motörhead.

Em “Holy Office” e a faixa título, “Sacred Revolutions/Profane Revelations” (essa com bastante influencia de Alice In Chains), a banda deposita melodia e graciosidade sem consentir do peso e da agressividade; “Burning My Soul”, que no disco está como faixa bônus, apresenta riffs abrasivos e solos bem encaixados, além de um refrão super assimilam-te. O disco, em sim, é muito bom e merece ser ouvindo com atenção, mas que pode melhorar cada vez mais. E “Sacred Revolutions/Profane Revelations” é apenas o começo de tudo.