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Resenha: novo álbum da The Brainwash Machine continua ganhando espaço na mídia nacional

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

Apesar de ter um grande número de seguidores, o Prog Metal, em partes, ainda causa injustiça para muitos. O vasto abuso técnico e virtuoso, culminando em músicas extensivas e longas, causa certas regalias para quem está ouvindo alguma banda do gênero, mais isso, sem hipocrisias, não tira os desmerecimento dos músicos, colocando uma qualidade ímpar nas canções. E é em cima disso que os colombianos do THE BRAINWASH MACHINE, de Bogotá, colocam no seu segundo trabalho, “A Moment Of Clarity”.

Pra quem apreciou “Modern Day Sisyphus” (2011), vai ver, praticamente, uma continuação do sucessor disco, evoluindo a visão do musical do sexteto, tornando este segundo trabalho ainda melhor que o anterior, mantendo, desde sempre, o instrumental cheio de peso (com riffs abrasivos) e ótimas variações rítmicas, não escondendo, claro, a genialidade técnica, que são pincelados de elegância e harmonia. Sobre o tempo de duração? Bom, as durações das faixas não são muito longas, na casa dos 5 e 6 minutos, dando pra ouvir o disco numa boa.

A produção, mais uma vez, ficou sob a batuta de Jorge Arango e Álvaro Cote (responsável também pela mixagem), junto com Felipe López na masterização. E a sonoridade do disco ficou bem limpa e coesa, colocando peso e melodia nos devidos lugares. A arte gráfica, assinada pela Carolina Gómez, é integrada, mas ousada ao mesmo tempo, nos dando uma visão rápida sobre o disco. “A Moment Of Clarity” nos traz, particularmente pra mim, uma analogia totalmente diferente do Prog Metal, sabendo usar os pontos técnicos nos instrumentos na sua devida hora, explorando também a raiz do Rock Progressivo dos anos 1970, tornando a audição do disco ainda mais abrangente e clara.

O disco reserva grandes momentos, começando a “The Brainwash Machine”, que é bem pesada, mas sem deixar a técnica de lado, calcando refinadas melodias de piano e teclado, prevalecendo também a bela interpretação vocal; “I Live In Fear” tem sua base totalmente feita no piano, mas sem deixar o peso vindo das guitarras, fora os ritmos quebrados e o vocal atingindo tons altos; a balada “Spellbound” nos traz levadas simples e ao mesmo tempo deslumbrante, destacando o fascinante solo de guitarra; “Animal Obsession” é a mais agressiva do disco, com linhas de guitarra abrasivas, lembrando a fase que o Dream Theater teve nos anos 1990; a instrumental “Ex – 1” é curta e direta, mas cheios de cativantes solos de guitarra;

“Manic” mostra todo experimentalismo do sexteto, pegando forte com um instrumental esmagador, perfumado com a essência do verdadeiro Prog Metal; “Dennis” é mais uma instrumental, dessa vez mais longa, que nos faz ficar presos pelas variações de guitarra, baixo, bateria e teclado, adicionando ótimos arranjos de sax fone, feito por Pablo Muñoz;  a faixa-título, “A Moment Of Clarity”, e a mais longa do disco, transitam variações sublimes  e pujantes, situando influencias de Jazz e vocais emocionantes; “Hellbound” traz novamente aquele clima intenso e veloz a toda instante, postando vocais agressivos pra combinar com o clima da música; “Heal” termina o disco cheio de passagens pacificas, comandado pelas elegantes linhas de piano, contendo até influência da MPB.

Disco recomendadíssimo pra quem é aberto a ouvir diferentes tipos de música, principalmente pra quem é fã de Dream Theater e afins.