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Resenha: novo álbum do Almah é avaliado pela redatora brasileira Paula Alecio

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Imprensa do Rock

Por Paula Alecio

Com uma nova formação e um grande desafio na mão, esse grupo liderado pelo ídolo dos ídolos, Sr. Edu Falaschi, traz aos ouvidos ávidos por novidades e criatividade, “E.V.O”, seu mais novo álbum. Não deve ser moleza agradar aos fãs que já acompanham os trabalhos desse belo grupo há algum tempo, que passou por um luto dolorido, e que trouxe ao país a intensidade do som nacional aflorado, que taca na cara de muitos por aí, que nós temos lindas bandas por aqui, cheias de amor ao som, e com muita capacidade de produzir algo intenso e cheio de maturidade sonora de todos os lados, saindo por tantas veias que fica difícil de dizer onde é o coração.

Mas a tarefa foi muito bem executada. Apesar de todos tremermos na base quando um desafio nos é lançado, vocês chacoalharam tão intensamente, trazendo uma mistura que se tornou densa, e em sua intensidade, trouxe uma maturidade sonora impecável, uma superioridade que deve amargar a boca dos sedentos por venenos incontidos. Um trabalho espetacular e com muita ALMAH.

Não é a toa que a crítica foi tão positiva. Demorei um tanto – umas mil vezes cada som de novo e de novo, pra entender com o que estava realmente lidando. Tenho que dizer que é um dos melhores álbuns do ano, sem sombra de dúvidas. O som está mais leve, no geral, as guitarras ficaram com poucos momentos carregadas no drive, um álbum que mistura muitos estilos, mas está enraizado no Power Metal, e no Prog em alguns momentos.

A voz do nosso querido Edu, realmente, como ele prometeu, está passeando por mares antes navegados, e que agora selam com as velas abertas. A perfeição reinou em sua voz Edu, parabéns demais pelo trabalho. E a banda acompanha esse caminho, sendo um belo barco cheio de artimanhas para acompanhar as diferentes marés que a voz buscou. Hora tempestuosos, com riffs mais intensos, bateria mais destacada e cheia de viradas fantásticas, hora mais calmos e sentimentais, abusando do som mais limpo nos riffs, e da harmonização impecável. Claro, cerceados por outro mestre, quase mago, Sr. Tito Falaschi – que produziu essa navegação, encontrando diretamente a Era de Aquário – uma era regada a elevações da consciência humana.

Abrindo os trabalhos: “Age of Aquarius”, onde a natureza se destaca ao som de passarinhos e um voz feminina, um clima meio indiano surge, e um solo de violoncelo acompanhado por um violão limpo – já começa cheio de inovação, então Edu abre as cortinas vermelhas e transforma o cenário, muita intensidade em suas palavras e logo o Power Metal se escancara e mostra ao que esse grupo veio. Dá até pra imaginar as cabeleiras pra cá e pra lá. Mas as guitarras não estão carregadas no drive, são mais suaves, Tinello arrebenta com dois pés no peito a bateria, baixo acompanhando tudo de pertinho, mas com carinho, o solo de guitarra também vem mais limpo, e a finalização retoma o ar do início, finalizando com um belo trabalho de harmonização.

“Speranza” nos leva a um outro universo, mais trabalhado nos efeitos e intensamente destrinchado nos teclados. Todos estão bem envolvidos e equalizados nesse som, Edu eleva sua voz mais um pouco, o som soa mais Prog, mas é muito bom, sem dúvida, um belo coro de crianças combinando com as batidas leves na bateria, seguido do solo de Barbosa, ecoado em seu parceiro Diogo. “Brotherhood”  traz uma calmaria ao álbum, tem um inicio mais sentimental, puxado pro Hard Rock, a voz de Edu surge acamada por um violão arpejado, logo a balada se abre e se intensifica, é isso, uma lindíssima balada passeando pelo bom e velho Hard Rock, com direito a refrão destacado e letra melosa e sentimental, muito bonita.

“Innocence” , opa, os drives retornam. Um ar mais denso se confronta com um piano leve, trazendo uma faixa com a intensidade que estamos mais acostumados. Mas o som não é denso no mal sentido. Esse lance do piano e dos efeitos trazem um equilíbrio incrível ao peso das guitarras, algo muito bem pensado e cheio de criatividade, bela faixa. “Higher” já começa com um riff muito característico do Metal, um teclado a lá Rock Melódico, e a bateria ligada ao Power Metal, junto com o baixo. Louco neh, mas muito legal! Adoro misturas. Essa faixa ficou maravilhosa, o refrão é daqueles de cantar junto e vibrar, porque Edu, tá lá nas alturas com sua bela performance. – “Higher, higher!!”.

“Infactuated” que começa com um efeito dando um ar dessas bandas mais novas, que fazem o tal Rock Industrial, sabe. Em seguida a bateria entra, mas pra mim, continua nesse passeio. Apesar do peso das guitarras e do peso da bateria, é um som mais comercial. Não deixando de ser legal. “Pleased To Meet You”, retorno do Power Metal trabalhado, com aquele mesmo tempero do grupo, tem um lindo refrão e riffs de guitarra bem swingados. Vai ser muito empolgante ao vivo.  “Final Warning” , um som denso como sua letra, que é mais ácida, Edu brinca com seu poder vocal o som todo, flutuando entre o grave e o agudo sem exageros, uma vibração criada pela onda das baquetas e os riffs também swingados, de duas guitarras em perfeita sincronia com os efeitos e o baixo. Vibrante!

“Indigo” o clima da floresta retorna, agora dando inicio ao espaço criado para um som ainda mais emblemático, Edu desce a voz, e a sonoridade mostra um Prog Metal quase puro. “Corporate War” passeia por um Death Metal Melódico, hein gente, muito peso e intensidade no começo, com certeza uma grande inovação e algo ousado no grupo.  “Capital Punishment” finaliza a audição mais intensa do ano, com um Prog Metal que possuí o refrão mais pegajoso do álbum. Ao vivo a galera vai pular muito nesse, vai ser animado.

Jogo meus remos aqui, a canoa me obrigou a criar músculos, não foi fácil acompanhar essa embarcação, mas finalizo com uma frase: “A vida é para os fortes, os fracos sucumbem”! Parabéns Ao grupo, todos estão sensacionais! E que venham os shows!