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Resenha: novo álbum do Degola é avaliado pelo redator brasileiro Fernando Júnior

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Rock On Stage

Por Fernando Júnior

Nota: 09.0/10.0

O DEGOLA teve sua formação na capital federal – Brasília – em janeiro de 2012 e sua intenção era de realizar um som pesado e bem trabalhado com letras em português, que expressam a insatisfação que naturalmente eles (e nós também) observamos no Brasil. Após algumas mudanças na formação, um ano e um mês depois de sua origem, o primeiro CD chamado “Corrosão” foi lançado e em sua temática tínhamos a simbiose homem-máquina-sistema sendo corroídos e caminhando para o caos (basicamente o que acontece em nossa sociedade).

O segundo disco, cujo título é “Tormenta” – e assunto desta resenha – foi gravado, mixado e masterizado no Estúdio Cataclismo em Brasília/DF em 2014 por Waldson Farias e Zé Misanthrope e seu lançamento ocorreu em 2015. Na época do registro do CD, cuja elaborada capa de Carlos Fides do Artside Studio mostra um imagem sombria mais abstrata, o line up da banda era o seguinte: Flávio Arrais nos vocais, Waldson Farias na guitarra, Malcom MacGaren no baixo e Inaldo Ramos na bateria, sendo que apenas o guitarrista Waldson Farias e o vocalista Flávio Arrais (Lacerda) desta formação continuam na banda e ao seu lado temos Victor Hormidas na bateria e Cássio Portella no baixo.

Na abertura do disco – que transborda fel – temos a destruição contida na veloz “Acalmo o Demônio” com seus totalmente vocais agressivos, sua bateria exibida naquele ritmo ‘sem freio’ e de muita distorção na guitarra de Waldson Farias em passagens que mesclam Thrash Metal com Hardcore, que atacam diretamente a mente do ouvinte logo de cara. E o rolo esmagador do DEGOLA prossegue com mais fúria em “Vejo Você no Inferno”, onde as vocalizações de Flávio Arrais estão beirando as mais intensas e coléricas notas possíveis, enquanto que sua parte instrumental só recebe uma suavização quando Waldson Farias faz um solo opaco em sua guitarra lá próximo do final da música. Basicamente para a terceira faixa de “Tormenta” temos ‘uma verdadeira destruidora de pescoço’ com seu andamento instrumental arrasador e vocais furiosos, não tenho muito a comentar, pois, seu título resume tudo o que você ouvirá, afinal, o que dizer de uma canção que chama: “Mais Pesado, Mais Rápido e Mais Agressivo” e que é exatamente assim?

Para “Maculado”, o DEGOLA começa com uma forte distorção na guitarra de Waldson Farias e um trabalho eficiente do baterista Inaldo Ramos, para que logo em seguida desfira nos vocais todo o seu elevado ódio com totalidade do ímpeto característico em seu Thrash Metal matador. A aniquilação segue forte com a violência sonora quase Punk de “Eu Sou A Peste”, que é executada com toda a crueza possível em uma verdadeira ‘saraivada de porradas’ sonoras e é impressionante como o DEGOLA aumenta o peso produzindo um caos total e generalizado com vocalizações altamente furiosas. Com riffs constantes de guitarra feitos por Waldson Farias, que só pausam em poucos momentos para que os vocais de Fábio Arrais exibirem sua imensa agressividade, Aqui o “Tempo Todo” mantém o ritmo dilacerante do CD de forma tão poderosa que os fãs do estilo só terão uma reação quando ela for executada ao vivo: abrir uma roda gigantesca.

Na faixa título, a “Tormenta”, o quarteto nos preparou uma acelerada e mortífera composição com vocais insanos e um andamento instrumental que posso afirmar que é devastador. Terminando os pouco mais de 30 minutos do mais pura animosidade musical temos “Ao Acaso”, que mostra um início com várias distorções e muitos repiques na bateria até que a artilharia típica deste álbum retorne e dispare ferozmente o seu frenético Hardcore em nossos ouvidos do jeito que os fãs esperam que aconteça.

Além de ser indicado aos fãs de nomes com Worst, Project 46  e Sepultura este álbum chamado “Tormenta” do DEGOLA deixa claro que o sentimento de desgosto com muitas situações cotidianas do nosso Brasil não é uma exclusividade das bandas paulistanas e que os representantes ‘candangos’ também conseguem destilar sua raiva nestas aceleradas faixas com letras explícitas com muita ira em nossa língua portuguesa.