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Resenha: novo álbum do Dynahead em destaque no Whiplash!

https://www.msmetalagencybrasil.com/ptbr/wp-content/uploads/2012/03/capa-dynahead1.jpgResenha de CD originalmente publicada pelo Portal Whiplash!

Por Ricardo Seelig

Nota: 08/10

Liberdade é não ter medo da sua própria imaginação. E o Dynahead não tem receio algum de percorrer os caminhos onde a sua criatividade o pode levar. Eis aqui uma banda que se desafia, e leva o ouvinte a tiracolo nessa jornada.

O grupo, criado em Brasília em 2004 e formado por Caio Duarte (vocal), Pablo Vilela (guitarra), Diogo Mafra (guitarra), Diego Teixeira (baixo) e Rafael Dantas (bateria), lançou o seu debut em 2008, “Antigen”, e agora chega ao seu segundo disco, “Youniverse”.

O que ouvimos nas onze faixas de “Youniverse” é um Heavy Metal ousado, inovador e, devido a essas duas qualidades, em certos momentos até esquisito aos ouvidos dos fãs mais tradicionais. A única constante no som do Dynahead é o Metal, o peso, já que o resto é totalmente imprevisível. Essa característica requer do ouvinte uma cumplicidade para curtir a música do grupo. Você precisa estar disposto a ser surpreendido, a ser desafiado, a ser levado a lugares onde nunca esteve. E uma coisa eu posso garantir: se você deixar isso acontecer, a viagem será fantástica!

Há elementos de nomes como Pantera, System of a Down e Alice in Chains na sonoridade do Dynahead – além de resquícios de Thrash e Prog – , mas essas influências são apenas algumas das múltiplas facetas da música do grupo. O apetite para percorrer caminhos sempre originais, a inquietude em não se conformar com a solução mais fácil, a variedade de opções que os caras têm na manga para sempre levar o seu som pelos mais improváveis trajetos são os fatores que tornam “Youniverse” um disco que aponta para o futuro do Heavy Metal – e, em certos momentos, para um período tão à frente que beira o ineditismo.

O ápice da convergência de todos esses múltiplos elementos ocorre em “Inception”, uma faixa excelente, que surpreende o ouvinte durante toda a sua duração. Outros bons momentos ocorrem em “Eventide”, “Confinement in Black”, “Circles” e “Way Down Memory Lane” – essa última com direito até a uma agradável passagem meio Bossa Nova, meio Samba.

A ótima produção merece menção, assim como a bela capa, criada por Gustavo Sazes, artista brasileiro que já desenvolveu artes para bandas como Angra, Arch Enemy, Firewind, Krisiun, Legion of the Damned, Spiritual Beggars e inúmeras outras.

O Dynahead posiciona-se na vanguarda do estilo com “Youniverse”, assumindo para si a responsabilidade de explorar as possibilidades e iluminar os caminhos que o Metal trilhará nos próximos anos. Se conseguirem manter o ótimo nível de “Youniverse”, o seu futuro será brilhante.