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Resenha: novo álbum do In Torment é avaliado pelo redator Leandro Vianna

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog A Música Continua a Mesma

Por Leandro Vianna

Nota: 08.5/10.0

Vindo de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, o IN TORMENT é um legítimo representante do Metal extremo de qualidade que é feito na região Sul do país, principalmente nos pampas gaúchos, vide Krisiun, Nephasth, Rebaelliun ou Mental Horror, todas bandas que não me deixam mentir. Apesar de estar na estrada desde 1997, esse é apenas o terceiro trabalho completo de estúdio dos gaúchos e vem para suceder o bom “Paradoxical Visions of Empitness” (2011).

E o que esperar desse trabalho? Bem, quem conhece o IN TORMENT e seus dois álbuns anteriores, sabe bem que vai encontrar aqui um Technical/Brutal Death Metal de respeito e que remete a nomes como Morbid Angel, Cannibal Corpse ou Suffocation. Mostrando estar ainda mais maduro e coeso que nos trabalhos anteriores, apresenta aqui um som brutal, insano e técnico, mas sem abusar de partes intrincadas, já que sua música consegue ser bem direta. A prova disso é que “Sphere of Metaphysical Incarnations” dura pouco mais de 30 minutos, fazendo com que você inevitavelmente coloque o CD para rodar novamente após seu término. Sem espaço para passagens “modernosas”, na maior parte do tempo apostam na velocidade, mas sem deixar partes mais cadenciadas e algumas melodias de lado, o que acaba por dar variedade a seu som e evita aquela sensação de estarmos escutando uma única faixa todo tempo, como ocorre com algumas bandas nessa linha. Ponto para o IN TORMENT. O nível é alto e o álbum é de uma homogeneidade absurda, sendo um desafio destacar faixas, mas como se eu não o fizer, vai ter gente por ai reclamando, sugiro que escutem “The Unnatural Conception”, “The Threshold (Transcending the Matter)”, “Sphere of Metaphysical Incarnations” e “The Extinction Process”. Mas sinceramente, eu poderia ter destacado aqui qualquer uma das demais.

Produzido novamente por Sebastian Carsin e mixado e masterizado por Zack Ohren (Deeds of Flesh, Immolation, Suffocation, Carnifex, All Shall Perish), “Sphere of Metaphysical Incarnations” tem uma qualidade excelente e não fica nada a dever ao que se escuta por ai. Brutal, caótico e insano, o IN TORMENT nos entrega um dos melhores trabalhos do estilo já feitos no Brasil.