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Resenha: novo álbum do Pagan Throne em destaque no site brasileiro Road to Metal

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

Quando escolhemos alguma coisa ou tomamos uma decisão em nossos caminhos, por vezes não sabemos se estamos fazendo a coisa certa. Afinal, na vida sempre temos que arriscar a diversas coisas, independente do que pode acontecer e o que pode ficar, já que não há jeito de voltar atrás nas escolhas. Neste reduto, os cariocas do PAGAN THRONE soltam, após 5 anos de espera, “Swords Of Blood” (2015), sucessor do ‘debut’ álbum “The Way To The Northern Gates” (2010).

Apesar de um período longo de inatividade, o quinteto não perdeu a sua personalidade diante da fúria e da agressividade do Black Metal, não precisando necessariamente soar ríspido e sujo como a maioria das bandas do gênero efetua muitas vezes, pois o que os Pagan’s fazem é uma coisa totalmente dinâmica, colocando cadencia e melodia (principalmente nos vocais) em vários momentos, maneira não se prender a tradicionais clichês. E uma das relevâncias do grupo é a estética Viking, que perdura a banda desde o inicio da carreira.

A produção do álbum foi assumida pelo baixista Eddie Torres, que ficou primorosa e bastante avivada, onde o mesmo soube dividir os momentos mais agressivos e requintes em todas as canções. E a impressão que temos é que temos uma sonoridade limpa e coesa neste trabalho, tendo a sensação de que é uma banda gringa disponibilizando ótimas timbragens de guitarra e uma pegada animal de bateria. O layout foi explanado pelo artista Marcus Lorenzet, que fez toda a arte do disco seguindo a raízes do grupo.

Iniciando com “Invasion’“, temática introdução guerrilha, o disco já começa de forma abrasiva com a faixa-título, “Swords Of Blood”, que enverga timbres agressivos e vocais ásperos, além de performances rítmicas precisas e rápidas; “Fallen Heroes” mostra uma energia poderosa nos primeiros momentos, mas que surpreende através de uma atmosfera bastante climatizada, que são dosadas pelas melodias e teclado e deleitosos solos de guitarra.

O grande destaque fica por conta de “Best Of The Sea”, que ostenta riffs marcantes e pesados que já gruda rapidamente na cabeça, percebendo uma forte influencia de Metal Tradicional e até mesmo do Thrash Metal. “Kingdon Rises” patenteia o lado Viking da banda através do instrumental, havendo bastante teclado em boa parte da música, que ganhou um reforço extra com o belo vocal da Vivi Alves; “Dark Temples” é uma instrumental homogênea e agradável, que releva pelas melodias de guitarra e os ótimos acordes de baixo. E o disco encerra com a versão acústica da “Pagan Heart”, presente no EP de mesmo nome, juntando elementos nórdicos altamente postados, dando aquele ar cinematográfico.

Espero que não demorem tanto para lançar um novo disco como foi em “The Way To The Northern Gates”, pois “Swords Of Blood” mostra uma evolução significativa, que deve aumentar cada vez mais nos próximos trabalhos.