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Resenha: novo álbum do Wild Child em destaque no site brasileiro Road to Metal

Resenha de CD originalmente publicada pelo blog Road to Metal

Por Gabriel Arruda

A produção ficou a cargo do trio Felipe Souzza, Marcelo Gelbcke e Thiago Forbeci, integrantes do grupo. E o resultado é um som calibrado e pulsante provindo dos instrumentos. A arte, elaborada por Carlos Fides, do ArtSide Digital Studio, ilustra perfeitamente a textura do álbum, fazendo um trocadilho também com a quantidade de faixas presentes dentro do disco.

“Seven” não se faz soar monótono, pois aqui temos um trabalho desenvolto e orgânico. E apesar de ter um instrumental intrincado, o disco não acaba se tornando entediante ou interessante apenas para outros músicos, muito pelo contrario. Você sente ainda mais vontade de ouvir todas as faixas novamente.

Dando abertura ao disco, “Never Let Yourself Down” é carregada de intensidade e riffs abrasivos, conduzidos por ótimas melodias e vocais fortes, que ora flertam com os guturais; “Myself In Pieces” traz um andamento apinhado de total versatilidade e dinamismo, adicionados por elementos eletrônicos e backing-vocals bem postados, apresentando nuances diferentes e um primoroso trabalho rítmico; já emendando com a antecessora faixa, “All I Want All I Need” enfoca o lado mais progressivo, perfilando peso e melodia em boa parte da canção, destacando os belos vocais do Erik Fillies e das precisões vindas do baixo de Thiago Forbeci; “Find You Way” nos prende pelos agressivos riffs de guitarra, transitando peso e deleite de forma perfeita; “The Circle Of Hate” alterna momentos ganchudos e arrastados, não perdendo os requintes melodiosos, preenchido por um refrão contagiante.

O momento mais épico do disco ficou para “Church Bells”, que possui 15 minutos de duração. A música é dividida em três partes: I – Reflections (explorando lados mais Progressivos, com guitarra e baixo fazendo várias dobras), II – In The Heat Of The Night (compilando peso e melodia em perfeita medida, destacando os brilhantes solos de guitarra) e III – The Endless Cycle (semi-balada bem introspectiva, sem se desleixar do peso das guitarras). Muitos podem estar achando que isso tudo é cansativo, mas não! Aparentemente, a faixa termina em questão de minutos, mostrando uma aula de como se faz música movida por grandes arranjos; chegando ao fim, “Don’t Turn Off The Lights” é uma balada melodiosa, dosando feeling e peso com sapiência. E é incrível ver a interpretação vocal nesta música, chega a ser emocionante.

Com certeza o WILD CHILD entra no seleto grupo de uma das bandas mais ousadas dentro do Metal nacional, e “Seven” é um disco que merece ser ouvido por diversas vezes.