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Resenha: novo trabalho do Silver Mammoth apontado como masterpiece pelo site Rock on Stage

Resenha de CD originalmente publicada pelo site Rock On Stage

Por Fernando Júnior

Nota: 10.0/10.0

Depois de um ano, eis aqui o terceiro disco do SILVER MAMMOTH, quarteto composto por Marcelo Izzo nos vocais, Marcelo Izzo Jr. na guitarra, Chakal no baixo e o novo baterista Vinnie Rabello, que também cuidou da percussão e do ‘dorbak’. Novamente eles contaram com o convidado Rafael Agostino no Hammond, Moog, Mellotron e piano. Intitulado como “Mindlomania” e que foi lançado pela MS Metal Records, o que SILVER MAMMOTH nos preparou é um mergulho no chamado Classic Rock setentista.

Aliás, ele e o vocalista cuidaram da produção do CD, ou seja, dos processos de gravação, mixagem e masterização, que tiveram a co-produção de Hugo “Agego” Silva. A bateria, percussão e o ‘dorbak’ foram registrados no Family Mob Studios, a guitarra e o baixo no Casa 4 e Cbass Studio e, por fim, os vocais e os teclados no Mammoth Cave´s Studio. A elaborada, colorida e de certa forma abstrata capa e encartes são de autoria de João Duarte da JDuarte Design.

Após poucos acordes com uma linha hindu, o Heavy Rock do SILVER MAMMOTH entra firme e cativante com a “Bewitched” em um ritmo crescente e orientado pelos solos de guitarra de Marcelo Izzo Jr. e guiados pela atmosfera gerada pelo Hammond de Rafael Agostino, que além de duelar com a guitarra, tece flertes claros com o Deep Purple. Para a faixa título, a “Mindlomania”, percebe-se toques mais opacos no baixo de Chakal, um andamento envolvente e aparentemente sarcástico, que gosta-se na hora, até por conta dos vocais de Marcelo Izzo lembrarem do saudoso David Bowie. Com ares de balada e linhas bastante introspectivas, “The Time Has Come” é a terceira do álbum e é muito interessante como os reluzentes solos de guitarras de Marcelo Izzo Jr. criaram um ambiente viajante e como isso se funde ao estilo psicodélico da música.

“Liars” marca a retomada de um Hard Rock de linhas mais voltadas ao Rock´n´Roll com um refrão e melodias que são de absorção imediata devido ao seu clima festivo, inclusive, não se assuste se sair cantarolando sua letra após algumas audições. Já “Madman Doc” é um Hard Rock contagiante suas células forjado no melhor formato que era feito nos ‘seventies’, ou seja, combinação prefeita de solos de guitarras, toques na bateria, vocais irônicos, além de um solo puramente Rock´n´Roll com a presença marcante de Rafael Agostino em seu piano. Quem gosta de KISS, Rolling Stones e Chuck Berry deve se ligar nesta faixa imediatamente. .

Novamente apresentando ares mais progressivos em seus dedilhados iniciais, a instrumental “The Cave, The Hole, The Escape” serve com uma exuberante abertura a lá Rush para a seguinte, que é a empolgante “Sadness”, que mostra um swing cheio de Funk misturado a um tanto de psicodelismo em um andamento mais encorpado com muita técnica, de forma que os fãs de Glenn Hughes em sua fase no Deep Purple (mais especificamente, a final com Thommy Bolin) conseguirão identificar facilmente, inclusive, os solos de teclados (cheio de improvisos) foram inspirados certamente pelo mestre Jon Lord.

Mais uma vez mergulhando em linhas introspectivas com pitadas de Blues, graças aos seus dedilhados mais suaves em seu começo e sua percussão, que no decorrer vão se tornando um tanto que sinistras, tais quais algumas passagens que Tony Iommi faz em sua guitarra no Black Sabbath, “Shining Star” marca uma excelente composição melancólica de vocais distantes e ao mesmo tempo potentes.

Com linhas de guitarras mais melodiosas e um tanto progressivas no estilo que David Gilmour imprimiu no Pink Floyd, porém, aqui caminhando para um Hard Rock, a excelente “Wild Wolf” esta apresenta um crescente instrumental vigoroso, de forma que conecta o ouvinte em suas melodias logo na sua primeira audição, e isso é vocalizado com muita adrenalina por Marcelo Izzo. E os marcantes solos de guitarra de Marcelo Izzo Jr. não faltam, muito pelo contrário, se fazem presentes e juntos ao baixo de Chakal e aos toques do baterista Vinnie Rabello nos marcam ainda mais. Para encerrar temos o estilo grandioso e puramente ‘purpleano’ de “Shock Terapy“, onde o SILVER MAMMOTH vai deixando a música fluir livremente, tornando ainda mais saborosa sua audição, tanto que não vou destacar um trecho específico, pois, ela é realmente surpreendente e merece sua atenção para fechar os olhos, soltar sua mente e mergulhar fundo na atmosfera intangível criada pelos paulistanos, que fatalmente te levará para a dimensão proposta nas letras deste conceitual “Mindlomania”.

Se com o ótimo “Pride Price”SILVER MAMMOTH já havia impressionado bastante, com “Mindlomania”, eles se superaram significativamente, criaram um disco que será considerado um marco na carreira e que é altamente recomendado você conhecer. Então… olhos e ouvidos atentos à esta sonzeira brasileira.